segunda-feira, 27 de agosto de 2012

McDonaldização do Evangelho

As igrejas evangélicas buscando uma concepção aceitável de evangelismo fez com que, ao longo dos anos, fosse assimilando a ideia de repassar (anunciar) Cristo de forma rápida e padronizada. Focalizando a motivação existencial em números. Avaliando o fruto pela quantidade, não pela qualidade. Instigando uma guerra onde não há vencedores.
O cristianismo pós-moderno coloca Deus dentro de um molde humano, consequentemente se limita e boicota a Verdade contida no Evangelho. Infelizmente, tem havido uma banalização do poder de Deus, contribuindo substancialmente para que haja crentes "fantoches", resultado da Mcdonaldização do evangelismo.
A igreja se tornou uma grande lanchonete do Mcdonald's. Moderna na estrutura física, atrativa no marketing, rápida na produção e padronizada no mundo. Partindo dessa linha de pensamento, cada crente se torna um Big Mac que será tragado por consumidores (líderes eclesiásticos), que de igual modo são seres padronizados.
A vida proporciona circunstancias que culminam em necessidades especificas a cada ser humano. Todavia, a padronização eclesiástica influenciada pela Mcdonaldização do evangelismo prega o oposto. Às vezes parece que há uma fôrma onde se coloca a pessoa evangelizada para eliminar as virtudes e qualidades distinguíveis a cada individuo.
Cada pessoa é individual e não pode ser tratada como uma mera linha de produção de sanduíches. O cristão Mcdonaldizado é aquele que vive simplesmente para ser o que todos outros já foram. Apenas mais uma cópia da igualdade inquestionavelmente discrepante.
O mundo tem feito dos seres humanos doutores em ativismo e mestres em imediatismo. Infelizmente, a igreja protestante assimilou esse ensino com bastante ênfase. Trabalha-se exaustivamente na obra de Deus, mas não se tem tempo para o próprio Deus. Traça-se um evangelismo relâmpago, com resultados rápidos, produzindo conversões momentaneas. O cristão Mcdonaldizado no ativismo e no imediatismo é aquele que faz de tudo, porém não chega a lugar algum.
O estilo de evangelismo que se faz determina a maneira de ser da igreja. Com certeza isso explica o porque de tanta rejeição eclesiastica, pois os cristãos assimilaram com maior eficacia a estrategia de crescimento do Mcdonald's do que a simplicidade de se espelhar em Jesus Cristo.
Que Deus nos ajude.
Vinicius Seabra. Professor das áreas de teologia e administração; diretor do Seminário Evangelico de Teologia da America Latina; presidente da Missão Tocando as Nações e pastor da Comunidade da Fé - Igreja Cristã em Goiâna, Góias, Brasil.

sábado, 25 de agosto de 2012

A verdade sobre missões - Paul Washer

Irmãos, assistam esse pequeno vídeo, seja impactado por essas palavras que soa forte mais concordamos que é uma verdade! Entendemos que para a obra missionária é necessário preparação teológica, precisamos   nos preparar, eles não precisam da nossa vida e sim do Evangelho que de forma correta precisa ser proclamado!! Que essas palavras mude nosso conceito do que é evangelizar e que possamos realmente viver assim... de forma que Deus seja glorificado quando os homens vê as nossas obras! 
Miss. Morgana Mendonça.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Motivações divinas na obra missionária

O apóstolo Paulo está preso em Jerusalém não por praticar o mal, mas por fazer o bem. Ele chega não com mãos cheias de violência, mas com dádivas generosas para os crentes da Judéia. Ele não é um perturbador da paz, mas um ministro da reconciliação. Ele vem para falar ao seu povo sobre a vida eterna, mas seus confrades decidem matá-lo.

Quando a situação parecia um beco sem saída, Deus lhe abriu novas frentes para a obra missionária. O trabalho de Deus não é feito apenas quando tudo nos vai bem. O semeador rega o solo duro com suas próprias lágrimas. A promessa de vitória, entretanto, é segura, pois quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com júbilo trazendo os seus feixes. No exato momento em que Paulo estava preso, Deus apareceu para ele e Lucas relata: “Na noite seguinte, o Senhor, pondo-se ao lado dele, disse: Coragem! Pois do modo por que deste testemunho a meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma” (At 23.11). Destacamos neste versículo três fatores motivacionais para a obra missionária:

1. A presença de Deus – O Senhor se pôs ao lado de Paulo na hora da sua aflição mais agônica. E o fez não para fechar sua agenda, mas para abrir-lhe novos desafios. Se Deus está conosco triunfamos sobre as dificuldades. Se Deus está conosco, a oposição dos demônios, a perseguição do mundo e a fúria dos homens não podem frustrar essa agenda missionária estabelecida no céu. O que precisamos para fazer a obra de Deus não é tanto de calmaria à nossa volta, mas da sua presença conosco. Antes de Jesus enviar seus discípulos até aos confins da terra, prometeu estar com eles todos os dias (Mt 28.18-20). É a presença de Deus que nos motiva a fazer a sua obra.

2. O encorajamento de Deus – O Senhor disse para Paulo: Coragem! A obra missionária não pode ser feita com timidez. Precisamos entender que essa causa é divina, e, portanto, vitoriosa. Nós não fazemos a obra de Deus estribados em nossa própria força, mas na força do Onipotente. Não vencemos os desafios confiados nas reservas emocionais que possuímos, mas no encorajamento emanado do próprio Deus. Nossa força não vem de dentro, mas do alto. Não se trata de auto-ajuda, mas da ajuda do alto. O mesmo Deus que está conosco é aquele que nos encoraja. Precisamos ter coragem para não olharmos para as dificuldades e sim para as possibilidades. Precisamos ter coragem para não retrocedermos diante das nossas limitações. Precisamos ter coragem para não desanimarmos em face das armadilhas de Satanás, da perseguição do mundo e das agruras do próprio trabalho. Precisamos ter coragem para saber que a obra missionária está no coração de Deus, é feita na força de Deus e com os recursos providos pelo próprio Deus.

3. O comissionamento de Deus – O Senhor disse a Paulo que assim como ele havia dado testemunho em Jerusalém, deveria também dar testemunho em Roma. Paulo não morreria enquanto não cumprisse o projeto de Deus. O destino da nossa vida não está nas mãos dos homens, mas nas mãos do Eterno. É ele quem nos sustenta, protege e abre novas portas para a obra missionária. Paulo tinha o sonho de ir a Roma e de lá ser enviado à Espanha. Agora, Deus o comissiona a ir à capital do Império. É notório o fato de que a ida do apóstolo a Roma não era apenas uma vaga possibilidade, nem mesmo um mero sonho do veterano missionário mas uma determinação divina. Paulo chega à cidade de Roma preso, mas da prisão encoraja as igrejas, evangeliza a guarda pretoriana e escreve cartas que abençoam o mundo.

Hoje, esta igreja se prepara para uma viagem missionária. Temos a confiança que Deus está conosco. Ele mesmo é quem nos encoraja e nos comissiona. Conclamamos aos que ficam na retaguarda a sustentar em oração os que estão indo. Convocamos os que estão indo a dependerem totalmente da graça de Deus, fazendo a obra de Deus, na força de Deus e para a glória de Deus.


Hernandes Dias Lopes
É natural de Nova Venécia-ES. Casado com Udemilta Pimentel Lopes, pai de Thiago e Mariana. Fez o seu curso de Bacharel em Teologia no Seminário Presbiteriano do Sul em Campinas-SP no período de 1978 a 1981 e o seu Doutorado em Ministério no Reformed Theological Seminary, em Jackson, Mississippi, nos Estados Unidos no período de 2000 a 2001. Foi pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Bragança Paulista no período de 1982 a 1984 e desde 1985 é o pastor titular da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória-IPB. Atualmente é Presidente da Comissão Nacional de Evangelização da Igreja Presbiteriana do Brasil.