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sexta-feira, 21 de março de 2014

Depravação Total e Evangelização

Por Morgana Mendonça Santos

Romanos 1.16 - "Porque não me envergonho do Evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego."

O leitor pode achar estranho esse título, fazendo tal junção, doutrina e ordem. Antes de ser algo como é chamado por muitos doutrina calvinista ou teologia reformada, isso é uma verdade bíblica. Seguindo nosso caminho de volta às Escrituras no que se diz respeito a evangelização bíblica, observaremos como é importante fundamentar nossa evangelização na Soberania de Deus. Uma marca distintiva da evangelização bíblica, primitiva, é a verdade sobre Deus: atributos e obras. Precisamos conhecer quem é o Deus que nós pregamos, pois isso resultará na forma que proclamaremos o Evangelho.

O Apostolo Paulo em Atenas, no livro de Atos capítulo 17, lança o alicerce da sua evangelização no conhecimento de quem é Deus, observe:

Atos dos Apóstolos 17.24-31 - "O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; nem tampouco é servido por mãos humanas, como se necessitasse de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas; e de um só fez todas as raças dos homens, para habitarem sobre toda a face da terra, determinando-lhes os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação; para que buscassem a Deus, se porventura, tateando, o pudessem achar, o qual, todavia, não está longe de cada um de nós; porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois dele também somos geração. Sendo nós, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida pela arte e imaginação do homem. Mas Deus, não levando em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todo lugar se arrependam; porquanto determinou um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que para isso ordenou; e disso tem dado certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos."

O quanto conhecemos de Deus irá reproduzir o método, o conteúdo da mensagem que iremos oferecer aos incrédulos. A nossa evangelização, a nossa comunicação do Evangelho precisa ser consistente com o que a Bíblia fala a respeito de Deus. Note bem que Paulo não precisou apelar, insistir ou causar barulho de clemência para que o povo viesse a Cristo. Precisamos fundamentar o nosso evangelismo nas Escrituras Sagradas. Precisamos conhecer Deus e de maneira simultânea pregar o Evangelho, as boas novas na consistência de quem Deus é, Seus atributos, Seu eterno poder e Sua obra Redentora.

A evangelização bíblica tem como característica também, o fato de considerar seriamente o estado do homem, a sua realidade. Uma marca dessa evangelização tem como alvo entender a condição real do homem e sua posição diante de Deus. O que a Bíblia ensina acerca do ser humano, todas essas doutrinas bíblicas acerca do homem precisam ser considerada na evangelização. Quem é esse homem? O Apostolo Paulo responde:

Romanos 3.10-18 - "Como está escrito: Não há justo, nem sequer um. Não há quem entenda; não há quem busque a Deus. Todos se extraviaram; juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. A sua garganta é um sepulcro aberto; com as suas línguas tratam enganosamente; peçonha de áspides está debaixo dos seus lábios; a sua boca está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. Nos seus caminhos há destruição e miséria; e não conheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante dos seus olhos."

É necessário entendermos a respeito da Queda (Gn 3.6), o homem natural é o nosso alvo. A idéia que nós temos do homem, o seu estado e sua real condição deverá afetar fortemente a nossa evangelização no que se diz respeito a maneira da abordagem; o conteúdo da mensagem; o argumento proposto; o anúncio das boas novas. A nossa atitude na evangelização vai depender da visão apropriada e correta da situação do homem natural.

Romanos 3.23 "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus"

A humanidade sem Cristo não está numa situação de inocência, nem neutra ou numa condição apenas defeituosa. A situação do homem é de morte, cegueira e nudez. Ele está depravado totalmente e é incapaz de levantar uma mão e decidir por Cristo livremente. A incapacidade humana para a reconciliação com Deus parte do pressuposto bíblico em relação a consequência da queda, no qual deformou o homem e a imagem de Deus nele foi de tal modo corrompida, em seu ser; sua moral, suas vontades. O defunto não pode ao menos reagir a sua condição de escravo cego do pecado.

Efésios 2.1 - "Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados"

A nossa evangelização precisa ser arraigada, centralizada, fundamentada nas Escrituras, entender a situação que se encontra o homem caído em Adão vai nos levar a forma bíblica para oferecer a solução para esse pecador, esse Evangelho que é poder de Deus para a salvação, daqueles que escolhidos irão crer.

Marcos 16.15 - "E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura."

Essa criatura necessita do Evangelho, não de educação. A evangelização não pode ser um remédio, não pode ser uma entrega de receita. Esse homem não está parcialmente enfermo, doente temporariamente. Não é simplesmente exortar o homem a se conformar com o padrão bíblico, não é comunicar alguns preceitos bíblicos como se precisasse apenas de uma orientação psicológica. Evangelizar não é educar o homem, o estado desse indivíduo é de uma absoluta incapacidade e inabilidade, ele está morto, não consegue resolver a sua situação para com Deus.

Nossa evangelização não é romântica, não deposita nenhuma esperança no homem, precisamos comunicar o Evangelho de forma realista. O ser humano é necessitado espiritualmente, a solução do problema é a regeneração, o nascer de novo. Nossa evangelização deve ser seguida de súplicas, orando para que Deus faça conforme fez com Lídia:

Atos dos Apóstolos 16.14 - "E certa mulher chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que temia a Deus, nos escutava e o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia."

O trabalho do Espírito Santo (João 16.8), convencimento do pecado e a soberania Divina faz com que o coração de Lídia seja habilitado por Deus, notemos que foi somente o de Lídia naquele momento, no entanto a mensagem foi para todas as mulheres que ali estavam. Nossa tarefa como cristãos não é apenas comunicar verdades bíblicas, precisamos evidenciar com o nosso testemunho essas verdades e também suplicar a Deus pelos que ouvem a mensagem para que o Espírito Santo aplique nos corações dos que irão crer, esse Evangelho que é poder de Deus. Deus é o único responsável pelo resultado da missão, nós precisamos apenas ser fiéis.

1Coríntios 4.1-2 - "Que os homens nos considerem, pois, como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. Ora, além disso, o que se requer nos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel."

A Graça e a soberania de Deus é altamente encorajadora para a evangelização. O evangelho deve ser pregado, pois não há outra maneira de crê para a salvação. Nesse momento da pregação, Deus fará cumprir a Sua palavra para com os Eleitos. Não é antropocêntrico, é teocêntrico, não é romântico, é realista. Somente o Espírito Santo pode operar no coração do defunto, vivificando-o e em seguida regenerando-o.

Como disse João Calvino no seu comentário em Isaías 2.3: “Nada pode ser mais inconsistente no que concerne à natureza da fé que aquela indiferença que leva um homem a desprezar seus irmãos e manter a luz do seu conhecimento... apenas em seu próprio coração”.

Marca de uma evangelização reformada! A Deus, toda Glória! Rm 11.36

quarta-feira, 19 de março de 2014

Missões Indígenas

 Paul David Washer 

Cumprindo a Grande Comissão

Como nós cumprimos a Grande Comissão? 
Há duas distintas estratégias de missões que nós devemos considerar. Elas são muito diferentes, mas não apostas. Nós não precisamos pensar que devemos usar uma em exclusão à outra. Ambas são viáveis em seu próprio direito e devem ser empregadas para cumprir a Grande Comissão. Estas duas estratégias são:

Uma estratégia de Missão Intercultural – Esta é a estratégia tradicional de fazer missões, pela qual os missionários são enviados para uma nação, grupo populacional, ou cultura fora de seus próprios. Exemplo: Uma agência missionária Norte Americana enviando e apoiando um missionário Norte Americano na Europa Oriental.
Uma Estratégia de Missão Indígena – Esta estratégia não envia missionários de uma nação, grupo populacional, ou cultura a outra, mas trabalha através de missionários que são nativos do país nos qual eles estão ministrando. Exemplo: Uma agência missionária Norte Americana providenciando suporte para um missionário Romeno para trabalhar na Romênia em meio ao seu próprio povo.

 Missões Interculturais

A Igreja tem uma longa e gloriosa história de missões interculturais. O apóstolo Paulo foi um missionário Intercultural em que ele saiu de fora de seu próprio povo, os Judeus, e fora de seu próprio país, Israel, e pregou o Evangelho aos Gentios. William Carey e Amy Carmichael na Índia, Hudson Taylor na China, e David Livingstone na África são exemplos de missionários transculturais.

Não é difícil ver que o trabalho da missão intercultural é indispensável à Grande Comissão. Como pode um grupo populacional que é totalmente sem o Evangelho vir a ter um conhecimento salvador de Cristo sem que missionários de outras culturas sejam enviados a eles? O apóstolo Paulo escreve aos Romanos 10:14-15:

“Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas.” (ACF)

Missões interculturais são bíblicas, históricas e necessárias aonde quer que exista um grupo de pessoas completamente desprovidos da mensagem do Evangelho ou aonde a Igreja ainda esta lutando para criar raiz em uma cultura ou grupo de pessoas. Em muitas áreas do mundo, hoje, há grupos inteiros de pessoas que não tem conhecimento de Cristo. Para que eles sejam alcançados, Cristãos devem deixar o seu próprio povo e terras e ir até eles, levando as Boas Novas.

Missões Indígenas

Após dois mil anos de atividade missionária, mais de metade do mundo ainda não ouviu o Evangelho. O método tradicional de missão de apenas treinar e financiar missionários Norte Americanos e da Europa Ocidental não é suficiente em si mesmo para alcançar o mundo. Não existem simplesmente missionários suficientes ou recursos econômicos disponíveis do Ocidente para alcançar todas as nações do mundo! A solução deste problema é apoiar indígenas ou missionários nativos para trabalhar dentro de seus próprios países e grupos de pessoas.

Como um resultado de dois milênios de trabalho missionário intercultural, há incontáveis milhões de Cristãos em todo o mundo. Dedicados a Deus, conhecedores das Escrituras, e com um zelo ardente pelos perdidos, eles muitas vezes sofrem grandes dificuldades, arriscando a vida e o bem-estar pessoal para pregar o Evangelho ao seu próprio povo. A estratégia missionária indígena ou nativa reconhece o valor e a utilidade deste grande corpo de crentes nativos e visa proporcionar a formação e o apoio financeiro necessário para que eles alcancem os seus próprios povos.

Como Isto Tudo Começou

Há muitos anos atrás eu estava servindo como um missionário no Peru, eu era uma testemunha do grande avanço do Evangelho por meio de muitos trabalhadores indígenas, apesar de sua severa pobreza. Eu comecei a orar e buscar nas Escrituras em relação a minha resposta apropriada a tais servos excelentes e suas necessidades. Em 3 João 1:5-8, eu encontrei um ensino constrangedor:

“Amado, procedes fielmente em tudo o que fazes para com os irmãos, e para com os estranhos, Que em presença da igreja testificaram do teu amor; aos quais, se conduzires como é digno para com Deus, bem farás; Porque pelo seu Nome saíram, nada tomando dos gentios.Portanto,aos tais devemos receber, para que sejamos cooperadores da verdade.” (ACF)

Como eu li por meio desta passagem, eu comecei a questionar a mim mesmo como esta admoestação poderia ser praticada. Poderiam os Norte Americanos enviar apenas missionários Norte Americanos em seu caminho de uma maneira digna de Deus? Era bíblico para Cristãos Norte Americanos e da Europa Ocidental ajudar missionários indígenas fora de seus próprios países e culturas? Poderia a abundância no Ocidente ser utilizada para auxiliar missionários indígenas em países e grupos pessoas menos prósperos?

Oposição e Respostas

Enquanto eu comecei a discutir esta ideia com outros missionários Norte Americanos, eu me deparei com alguma oposição. Eu frequentemente ouvi que se [aos] missionários indígenas fosse dado apoio econômico do Ocidente, eles poderiam tornar-se dependentes, ou isto poderia estragá-los, ou torná-los preguiçosos. Foram-me também dados muitos exemplos de missionários ocidentais que apoiaram missionários indígenas com pouco ou nenhum sucesso.

Enquanto eu, cuidadosamente, considerava as objeções e exemplos de fracasso, comecei a ver sérias falhas nos argumentos que haviam sido dados a mim. Primeiro, eu nunca ouvi um missionário Norte Americano falar para uma igreja para recusar suporte a ele porque tem receio que muito suporte pode torná-lo dependente, estragado, ou preguiçoso. Em segundo lugar, há muitos missionários da América do Norte e Europa Ocidental que são extremamente ineficazes, apáticos, e que nem sequer acreditam na autoridade das Escrituras. Devemos parar de enviar missionários para o campo estrangeiro simplesmente porque alguns são indignos? Em terceiro lugar, as incontáveis histórias de tentativas fracassadas colocaram a culpa exclusivamente sobre os missionários indígenas, mas não conseguiram ver as outras razões óbvias para o fracasso:

1. Aqueles que eram apoiados não correspondiam às qualificações de um ministro dadas a nós no terceiro capítulo de Primeira [Epístola a] Timóteo. Eles nunca deveriam ter sido apoiados, em primeiro lugar. O missionário estrangeiro que os apoiou estavam tão em falta quanto o desqualificado nacional. Por esta razão, as Escrituras nos advertem a não impor precipitadamente as mãos sobre ninguém (1 Timóteo 5:22).

2. Aqueles que foram apoiados não demonstraram a autenticidade de seu chamado. Eles não foram homens que eram diligentes em apresentar a si mesmos aprovados a Deus como obreiros que não têm do que se envergonhar, que manejam bem a Palavra da Verdade (2 Timóteo 2:15). Eles não estavam trabalhando na colheita anteriormente por uma promessa de auxílio. Eles eram mercenários que estavam relutantes em trabalhar na colheita sem que eles tivessem a promessa de apoio.

3. O missionário indígena era frequentemente contratados pelo missionário estrangeiro para agir como um servo a fazer a sua vontade. Eu tenho visto missionários indígenas que foram chamados por Deus para pregar o Evangelho reduzidos a nada mais do que um garoto da casa contratado para lavar o carro do missionário, limpar o pátio do missionário, e pegar as compras da esposa do missionário no supermercado.

4. Os missionários estrangeiros que supostamente tentaram apoiar os missionários indígenas negligenciaram o envolvimento com a igreja local. O missionário estrangeiro sozinho não tem o direito de convocar, aprovar ou enviar missionários. Este é o trabalho da igreja local e de seus anciãos. Eu achei interessante que a igreja local nunca realmente envolveu-se na maioria destes casos que falharam.

Enquanto eu estudava as tentativas fracassadas de apoiar missionários indígenas, eu comecei a observar que a culpa caía primariamente aos pés daqueles missionários estrangeiros e agencias missionárias estrangeiras que os aprovaram. A falha não era resultado do apoio a missionários indígenas, mas o resultado da violar incontáveis princípios bíblicos e o preconceito mascarado de alguns missionários estrangeiros que trataram os missionários indígenas como inferiores. Enquanto eu considerava as Escrituras, comecei a ver como as igrejas nas nações mais desenvolvidas podem apoiar missionários indígenas fora do Ocidente.

Missões Indígenas e a Igreja Local

Enquanto eu considerava o apoio a missionários indígenas, a única verdade que mantinha vindo à vanguarda era esta: As igrejas locais indígenas e seus presbíteros devem ser os protagonistas-chave na obra. Não é sábio apoiar missionários indígenas em um país, grupo de pessoas, ou área geográfica sem Deus abrir a porta da palavra por meio de pastores indígenas, igrejas locais, e/ou uma a comunidade de igrejas que tenham uma estabilidade e reputação duradoura (reputação nacional ou mesmo internacional).

O trabalho da HeartCry na Zâmbia é um excelente exemplo deste princípio. Conrad Mbewe da Zâmbia é um pastor altamente respeitado cuja reputação se estende muito além de seu próprio país. Ele e sua igreja são responsáveis por treinar os candidatos a missionário, ordená-los, enviá-los adiante, e mantê-los responsabilizados no campo. As exigências que eles impõem sobre os seus missionários e o grau de responsabilidade com que eles o mantém, de longe excede a maioria, se não todas, as demais agências missionárias de envio. Eles têm a experiência de treinar missionários, a persistência de trabalhar ao lado deles no campo, e a sabedoria e ousadia de mantê-los responsáveis. O que eles carecem são dos recursos financeiros que podem ser encontrados no Ocidente. A Sociedade Missionária HeartCry trabalha com homens como o Pastor Mbewe para prover o que é carente para que a Grande Comissão possa ser cumprida.

A necessidade de trabalhar por meio as igrejas indígenas locais e de seus presbíteros não pode ser exagerada. Muitos pastores e outros Cristãos interessados do Ocidente algumas vezes visitam os países do terceiro mundo e veem a pobreza econômica das igrejas e de seus ministros. Eles retornam às suas igrejas locais no Ocidente e entusiasticamente levantam dinheiro para apoiar os missionários indígenas que eles conheceram por apenas poucos dias.

Às vezes, isto funciona e o Reino de Deus progride, porém mais frequentemente, todo o empreendimento termina em desânimo. Poucos meses de correspondência começam a revelar o verdadeiro caráter do missionário. Ele não é tão qualificado, nem tão dedicado, e não tão altruísta como se supunha, a princípio. O Suporte do Ocidente não corrompeu o missionário indígena, mas isto simplesmente revelou que ele não era qualificado desde o início. O pastor do Ocidente errou em recomendar um homem que ele conheceu por apenas poucos dias e que ele não poderia manter-se responsável no campo.

Nós frequentemente falhamos em compreender que missões que devem ser guiadas pelos princípios encontrados na Palavra de Deus e não pelo entusiasmo, sentimentalismo, ou romantismo. Homens e mulheres poderiam ser apoiados apenas após cuidadoso e prolongado exame minucioso. Eles devem ter um testemunho sólido e uma forte reputação entre as igrejas e presbíteros que o conhecem melhor. Nós nunca devemos esquecer que um estrangeiro e mais fácil de iludir. Durante toda a história Americana, nós encontramos pessoas inescrupulosas que tem feito fortunas por enganar os imigrantes que vieram para cá de outros países. É uma simples verdade que qualquer um é mais suscetível à decepção quando vem para uma terra aonde a língua e cultura não são as suas próprias. Cristãos bem intencionados são frequentemente mais suscetíveis a tal decepção. Por estas razões e muitas mais, o apoio a missionários indígenas deve envolver as igrejas indígenas e presbíteros com reputações consagradas e dignas. É fácil para um candidato

Peruano enganar um Cristão Norte Americano por poucos dias, mas é quase impossível para ele enganar um grupo de pastores Peruanos bíblicos e cheios do Espírito que tem examinado a sua vida à luz das Escrituras por um período prolongado de tempo.

Questões Frequentemente Perguntadas

Nós temos visto as vantagens de enviar e apoiar missionários indígenas ou nativos. A seguir, consideraremos algumas questões frequentemente feitas:

1. Os missionários interculturais ainda são necessários no campo missionário?
Claro que são! A estratégia missionária indígena não elimina a necessidade de missionários interculturais. Esta não é uma situação se/ou, mas um ambos/e. Nós não estamos argumentando por uma moratória nos missionários Norte Americanos e da Europa Ocidental, mas plenamente reconhecemos a necessidade de mais milhares no campo! Nós simplesmente estamos buscando provar que a estratégia missionária indígena é igualmente viável, e em alguns casos, um método missionário mais efetivo.

. 2. Vocês estragarão o missionário nativo ao apoiá-lo com dinheiro Americano?
A primeira coisa que precisamos entender é que não há tal coisa como dinheiro Americano. Todo o dinheiro é de Deus. Se nós somos prósperos na América, é para que possamos sabiamente usar o que Deus nos deu para o avanço de Seu Reino. Em segundo lugar, o apoio dado aos missionários indígenas é ajustado de acordo com a renda média da população. Se a renda média em um país é de $ 150 dólares por mês, então, este é o apoio oferecido. O apoio que é recebido não fornece luxos, mas dá liberdade econômica suficiente para que o missionário possa trabalhar em tempo integral no ministério. Em terceiro lugar, nós não contratamos homens para que eles possam trabalhar no campo missionário, mas apoiamos homens que já têm dado a si mesmos para a obra e continuariam se eles recebessem ou não auxílio de fora. Em quarto lugar, nós achamos cômica esta objeção sobre estragar missionários nativos com um salário de $ 100 dólares por mês à luz do fato de que alguns conselhos missionários e denominações executivas nos Estados Unidos perfazem mais de $ 100.000 dólares em salário anual.

. 3. Por que as igrejas nestes países não apoiam os seus próprios missionários?
Esta é uma boa questão. O objetivo final é sempre que as igrejas em um dado país enviem e apoiem os seus próprios missionários, porém muitos países têm sido devastados pela fome, guerra e anos de corrupção política. Os Cristãos nestes países frequentemente sofrem inacreditável pobreza e sacrifício para pregar o Evangelho e plantar igrejas. O apoio de fora simplesmente ajuda-os com esta tarefa. No momento, em inumeráveis países ao redor do mundo, há uma multidão de homens e mulheres que trabalham 16 horas por dia para alimentar suas famílias com menos de $ 100 dólares por mês. Quando eles não estão trabalhando, eles estão pregando o Evangelho e plantando igrejas. O apoio do exterior simplesmente os habilita a investir 16 horas na obra do Senhor ao invés de em um fábrica!

. 4. Como um missionário nativo pode ser mais qualificado do que um missionário Americano com uma educação universitária ou seminário?
Isto depende do que você considera que sejam qualificações. Você mede um homem de Deus por um diploma de uma universidade, ou pelo conhecimento bíblico, piedade, poder do Espírito, e zelo? Em meus dez anos como um missionário no Peru, eu conheci missionários indígenas de quem o mundo não é digno. Aqueles eram homens que poderiam permanecer por horas e pregar enquanto sendo escarnecidos e espancados e terem urina de cabra jogada sobre suas cabeças. Eles poderiam pregar até que seus perseguidores se cansassem, sentassem, e ouvissem! Eu conheço homens de aparência desdentada, mendigos de sandálias de pés, e ainda assim eles começaram dez ou quinze igrejas. Um dos maiores exemplos de um missionário verdadeiramente qualificado é Angel Colmenares no Peru. Ele é um missionário indígena que tem sido usado por Deus em um movimento que deixou centenas de igrejas em seu rastro. Há muitos anos atrás eu solicitei a um amigo para acompanhar Angel e eu em uma conferência Bíblica entre o povo da montanha do Norte dos Andes. Ele aceitou mesmo embora ele tendo se programado para

viajar ao Brasil para participar de uma conferencia anunciada como “a maior reunião de mentes e estrategistas missionários na história da América do Sul”. Antes da Conferência Bíblica, meu amigo e eu acompanhamos Angel enquanto ele andava em meio a um depósito de lixo, à procura de uma bateria de carro descartada que ele esperava poder usar para alimentar seu microfone para pregação ao ar livre. Enquanto ele andava entre o lixo, meu amigo me olhou e disse: “Eu estava programado a participar de uma grande reunião de mentes e estrategistas missionários na história da América do Sul, mas aqui eu estou andando em volta deste lixo com você e este pequeno pobre homem que iniciou mais igrejas do que todos aqueles especialistas em missão juntos!”

Princípios Administrativos

Os mais importantes princípios que governam o relacionamento da HeartCry com as igrejas e missionários indígenas que nós patrocinamos são expostos nas seguintes declarações:
• HeartCry não trabalhará independentemente das igrejas indígenas no campo missionário ou de sua liderança, mas trabalhará em parceria com eles. Não é o propósito da HeartCry apoiar seus próprios “missionários HeartCry” em todo o mundo, mas auxiliar igrejas indígenas no envio de seus próprios missionários e plantação de novas igrejas.
• HeartCry se unirá com as igrejas indígenas e sua liderança na seleção de missionários. Nossos principais interesses na seleção de missionários são doutrina, piedade, chamado, e zelo.
• HeartCry proverá igrejas indígenas com os recursos necessários para apoiar missionários individuais por um predeterminado período de tempo. Após tal período, a vida e obra do missionário serão reavaliadas.
• HeartCry trabalhará com igrejas indígenas e seus presbíteros para determinar o apoio mensal para cada missionário. O montante de apoio será baseado no rendimento comum de cada país.
• Responsabilidade será a prioridade número um depois que um missionário é comissionado. HeartCry trabalhará em cooperação com a igreja de envio e seus presbíteros para supervisionar o missionário no campo.
• HeartCry buscará contribuir com o treinamento teológico e ministerial continuado dos missionários que patrocina. Isto será realizado por meio de coisas tais como Conferências Bíblicas, distribuição de literatura, e treinamento teológico por extensão.


. —————————— ♦ Extraído da Revista HeartCry, Volume 56 – Missão & Metodologia, 2008, Publicada em Fevereiro de 2008. ♦ Fonte: HeartCry Missionary Society ♦ Tradução: Camila Rebeca Almeida ♦ Revisão: William Teixeira

sábado, 1 de março de 2014

A corrupção do método: A redução da evangelização



por Morgana Mendonça Santos


Visto não haver outro caminho de salvação a não ser o revelado no Evangelho e visto que, conforme o usual método de graça divinamente estabelecido, a fé vem pelo ouvido que atende à Palavra de Deus, Cristo comissionou a sua Igreja para ir por todo o mundo e ensinar a todas as nações. Todos os crentes, portanto, têm por obrigação sustentar as ordenanças religiosas onde já estiverem estabelecidas e contribuir, por meio de suas orações e ofertas e por seus esforços, para a dilatação do Reino de Cristo por todo o mundo. Jo 14:6; At.4:12; Rom 10:17; Mt 28:19,20; ICor 4:2; II Cor 9:6,7,10. [CFW - XXXV, IV]

A necessidade de uma evangelização fundamentada na soberania de Deus é urgente nos nossos dias, a grande comissão (Mt 28.18-20) foi distorcida no que chamamos hoje de "evangelismo ritualístico", o reduzimos e corrompemos seu verdadeiro significado. Podemos hoje questionar a igreja com essa pergunta: Qual a parte do IDE você, cristão, não entendeu? O significado da palavra corrupção usado no título, se refere ao ato de degenerar, afastar de uma conduta reta ou possuir uma variante. O que vemos hoje é uma intrigante subtração dos métodos e dos conceitos sobre o que significa evangelismo bíblico. Devemos voltar as Escrituras, a teologia bíblica, redefinindo outra vez o sentido, o conceito da grande comissão e suas perspectivas bíblicas. "Missões" não é o alvo final da igreja, porque o propósito final da igreja não é o homem. O alvo final da igreja é a adoração a Deus, isso sim é o nosso propósito final, ou seja, torne Deus conhecido para que os homens possam adorá-Lo. (Sl 117.1) Missões não significa enviar missionários, significa levar a verdade de Deus, as boas novas, através de homens e mulheres pecadores regenerados que entendem o sentido bíblico dessa grande comissão.

Reduzir o método de evangelismo em quatro leis espirituais ou formas de abordagens para declaramos alguém salvo diante de Deus é o maior estrago que a igreja tem feito nos últimos tempos. Chegar para alguém e "perguntar se ele é um pecador", "se ele quer ir para o céu", "se ele deseja fazer uma oração de cinco minutos" e depois confirmar se essa "oração foi feita com sinceridade" para declarar a salvação dessa pessoa é uma grande heresia. Mas você pode questionar dizendo que a própria Escrituras afirma que devemos somente receber a Cristo. De fato, precisamos entender o que significa receber a Cristo. A mensagem deve ser, "arrependei-vos e credes no Evangelho"(Mc 1.15), receber a Cristo pela fé através da sua irresistível Graça. (Ef 2.8) Esse método medíocre, leva a igreja de Cristo a viver confirmando "salvação" daqueles que simplesmente levantam a mão no meio do culto ou dizem que um dia já fizeram uma "oraçãozinha" pedindo para Jesus entrar no seu coração. Definitivamente, concordo com um pregador reformado que diz: "Choremos pelas almas enganadas! Não é por esse tipo de evangelização que Deus manifesta a Sua graça e sim apesar dessa evangelização."

É nítido que boa parte desse movimento evangelístico moderno, ainda que a graça de Deus seja mencionada, não quer dizer que foi compreendida. Sustentam a ideia herética de que pela graça, todos os homens tem a habilidade de escolher acreditar e aceitar o evangelho. Precisamos como igreja quebrar alguns paradigmas, corrigir alguns falsos ensinos que corrompem inteiramente as doutrinas da graça. Contemplamos acréscimos, adições às Escrituras, a igreja foi envolvida numa esfera pragmática, "é verdade que não está na Bíblia, mas funciona", levando a igreja a uma prática evangelística não bíblica porém "válida" - dizem eles. O que temos hoje é um método influenciado por ideias pelagianas ou semipelagianas. Corrompendo sim o método, afirmando ser a graça apenas uma ajuda externa de Deus, um tipo de ação que persuade o homem pela razão, fazendo-o escolher através do seu livre-árbitro o que deve fazer ou não. Fazendo o homem um ser independente, afirmando a ideia de que a fé não é um dom, e sim, uma obra meritória para levá-las à salvação. Podendo assim o homem fazer uma escolha por Cristo, dependendo apenas de sua própria vontade.

Infelizmente é perceptível que muito dos nossos métodos de evangelização provém dessa fraude, calcada em cima de princípios que reconhecem o pecado original como simplesmente uma enfermidade moral. Defendendo com isso que o homem é aquele que dá o primeiro passo em direção a Deus. Notemos o sistema de apelo por decisões iniciado por Charles Finney, levando o homem a tomar uma decisão através de um convite, "pelagiando" assim o efeito da sua conversão. Esse semipelagianismo defendido por Arminio, trouxe em sua totalidade uma influência em quase tudo o que vemos hoje na área da evangelização. Essa visão é completamente incompatível com o pensamento reformado, a visão bíblica sobre a evangelização fundamentada na soberania de Deus. Muitos sem nunca nem ler sobre a teologia reformada, de forma brutal acusam os reformadores de estarem alheios a evangelização.

E quem disse que a doutrina da eleição não leva a evangelização? Precisamos entender que a grande comissão na perspectiva dos Evangelhos e do livro de Atos esta completamente arraigada na soberania de Deus. Sendo assim, de forma soberana ligada aos meios da graça. A eleição não é uma motivação a passividade e sim para atividade. O próprio Calvino, que até hoje é rotulado avesso à evangelização (conheça a sua história) declarou que a evangelização não era opcional, era parte de ser do ser cristão. Não somos responsáveis pelos resultados da nossa evangelização, e sim, pela fidelidade da mensagem e pelos métodos que usamos. O crescimento vem de Deus conforme 1Co 3.6-8. Podemos exemplificar o que foi escrito na lápide do missionário David Livingstone: "Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las". Um missionário que se dispôs ir a África, em constante busca pelas ovelhas do Senhor. Precisamos de homens e mulheres, cristãos, que possam defender as antigas doutrinas da graça, um evangelho centralizado na soberania de Deus, o autor e consumador da nossa fé e da nossa salvação. (Hb 12.2)

A evangelização bíblica que precisamos voltar a saborear é aquela que procura a conversão de pecadores juntamente com o discipulado daqueles que já nasceram de novo. Vejamos como diz o livro A Tocha dos Puritanos de Joel Beek, "A tocha da evangelização foi acesa originalmente, no Velho Testamento. Acesa pelo próprio Deus na primeira promessa messiânica que Ele deu a Adão e Eva, lá no Éden." (Gn 3.15) A evangelização bíblica está fundamenta na soberania divina, dessa forma Deus demonstra que tem os meios para levar avante este projeto evangelístico. Escolhendo João Batista para transpor a tocha da evangelização à era do Novo Testamento, quando Jesus ressurge dos mortos, comissionando seus discípulos para um grande desafio que assegura seu sucesso. (Mt 28.18) Note que os meios que Deus usa na ação da Sua soberania são homens pecadores como nós. Nossa motivação consiste no mandamento do mestre." p. 14,15.

A soberania de Deus no ato de eleger não permite ao evangelista reformado ficar inerte a isso, contudo como Calvino, que nunca foi contra a evangelização, entendia que essa evangelização não deveria ser da forma errada. Entendendo que devemos ir, cumprindo essa ordem para que o propósito final seja satisfeito, no caso, "fazer discípulos de todas as nações", por meio do ensino e batismo (Mt 28.19-20). Precisamos encarar a realidade da grande questão: como devemos ir? A grande comissão foi ordenada para discípulos, portanto, só discípulos irão cumprir. Devemos ir não por uma motivação emocional ou ardor passageiro, não isentando o conhecimento teológico, o nosso sentido de urgência deve preceder um encontro como o do próprio Isaías (Is 6), como diz São Francisco de Assis: "Pregue o Evangelho e se possível use as palavras". É impossível uma evangelização sem teologia, creio que temos uma missão de evangelizar para evangelizarmos com a missão de ensinar tudo o que Jesus ordenou para que seja obedecido. (Mt 28.20) "Todo cristão ou é um missionário ou um impostor" Charles H. Spurgeon.

Voltemos ao Evangelho, as Escrituras, Soli Deo Glória.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Treinamento para evangelização.

No domingo passado, dia 23/02, o PMC, na liderança da Miss. Morgana M. dos Santos realizou outro treinamento, na Igreja Episcopal Carismática do Janga, em Paulista. Dessa vez, foi um treinamento voltado para a evangelização em véspera de carnaval. Momento em que as pessoas estão tão ansiosas e ocupadas a espera desses quatro dias, que com suas festividades toma conta de todo território Pernambucano.

Para quem ainda não sabe, a Igreja Episcopal Carismática do Janga, realiza no último domingo que antecede o carnaval, um evento denominado "FONTE DE ÁGUA VIVA" em que membros cristãos se espalham na frente da igreja - principal avenida do Janga, Av. Dr. Claudio Gueiros Leite, para evangelizar os transeuntes, faze-los perceber que o Carnaval significa apenas quatro dias de uma festa aparente, já quem se entrega ao único  e poderoso Deus significa encontrar a felicidade por toda a vida. O nome do evento, onde há também a entrega de garrafas de água mineral, foi criado para fazer a relação com inúmeros versículos da bíblia que relacionam Deus, com fonte, água viva, pura e fluente. Como em João 7:37-38: No último e mais importante dia da festa, Jesus levantou-se e disse em alta voz: "Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva".  

Treinamento PERITO e prática! Boas novas proclamada, pessoas recebendo uma abordagem bíblica por personagens bíblicos representados! PMC no fonte de Água Viva, Igreja Episcopal Carismática no Janga.


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Um evangelismo eficiente - Por Renato César

Primeiramente, devo esclarecer que a expressão evangelismo eficiente refere-se aos meios, não aos fins. Quero dizer com isso que as propostas de evangelismo, nada novas, que apresentarei não são garantia de maior alcance de resultados, mas certamente irão proporcionar a transmissão de uma mensagem mais consistente e precisa.Considero o método de evangelismo em locais públicos utilizado por muitas igrejas ineficiente porque, em geral, o público-alvo está ouvindo a mensagem não porque tenha sede de ouvi-la, mas porque não tem outra alternativa. 

É similar ao que algumas pessoas fazem ao ouvir músicas evangélicas em suas casas ou mesmo em seus celulares: aumentam o volume do som a fim de compartilhar o evangelho com a vizinhança. Além de ser uma atitude claramente desrespeitosa, é mais provável que em vez de atrair pessoas a Cristo acabe por causar indignação em quem se sente incomodado com o som alto.O evangelismo de massa que vemos em Atos tem pouco a ver com isso que vemos hoje em locais públicos. Quando os apóstolos pregavam, o povo ouvia atentamente porque era uma mensagem completamente nova e, especialmente, porque era atraído pelo Espírito Santo de Deus. Igualmente, Jesus não bradava sua mensagem aos quatro ventos enquanto transeuntes cruzavam seu caminho sem dar-lhe atenção. Mesmo quando havia rejeição ao evangelho, essa rejeição não decorria da indiferença dos ouvintes à mensagem, mas porque eles discordavam exatamente de seu conteúdo.O Brasil é hoje uma país evangelizado. É claro que há ainda regiões muito carentes do evangelho, mas certamente as grandes cidades não estão entre elas. Duvido que se ache com facilidade alguém que não tenha ouvido que Jesus morreu numa cruz para salvar pecadores. Católicos e evangélicos, bem ou mal, compartilham as boas novas em TVs, rádios, internet e quaisquer outros tipos de mídia que se possa imaginar.

A questão, então, não é apenas falar de Cristo, mas transmitir a mensagem da cruz de maneira realmente consistente, mostrando àqueles que estão dispostos a ouvir sua real necessidade de arrependimento e de crer no Cristo morto numa cruz e ressurreto ao terceiro dia. Mas esse tipo de evangelismo só é possível se houver um contato minimamente próximo e prolongado para que se possa explicar, por exemplo, que o Cristo não foi apenas um homem, mas também foi Deus, e que esse mesmo Deus, que se revela em três pessoas, pode habitar em nós por meio do Espírito Santo.O evangelho, especialmente nestes dias em que se disseminam facilmente tantas deturpações bíblicas, não deve ser passado de qualquer forma, e a melhor maneira de transmiti-lo é ensinando-o, às vezes, individualmente, de maneira paciente e personalizada. Para tanto, alguns métodos evangelísticos são mais propícios, como a utilização de pequenos grupos de evangelismo ou a realização de estudos bíblicos individuais, além, é claro, da pregação tradicional dirigida a ouvintes realmente interessados em ouvir e compreender a mensagem da cruz.

Pequenos grupos são especialmente úteis porque favorecem o evangelismo por amizade. Lamentavelmente, essa metodologia de evangelização, que deu resultado no início da Igreja (ainda que os cristãos assim se reunissem devido às circunstâncias) e em tantos outros lugares, foi deturpada e transformada por alguns em doutrina majoritária, quando na verdade diz respeito muito mais a um modelo de reunião que procura aliar filosofias administrativas à pregação do evangelho, tornando a atuação missionária das igrejas mais eficiente. Da mesma forma, estudos direcionados já demonstraram ser um técnica eficiente na transmissão de qualquer mensagem. O crescimento das Testemunhas de Jeová comprova a eficiência dessa técnica.Contudo, é preciso ter em mente que o objetivo deve ser aprimorar o evangelismo, e não tornar o método ponto central nos resultados obtidos, desprezando assim a ação do Espírito Santo e a soberania de Deus para a salvação.

Finalmente, devemos nos lembrar que este é um assunto bem mais complexo e difícil de discutir do que parece. Sair por aí pregando sem critérios ou mesmo sem um planejamento prévio é renegar todo o conhecimento e aprimoramentos adquiridos pelo homem no ambiente secular. Ao contrário do que alguns sugerem, fazer uso de métodos e estratégias para tornar a pregação do evangelho mais eficiente, assim como um bom pregador faz ao preparar seu sermão, não é sintoma de desprezo pela ação do Espírito Santo, mas sinal de que se leva muito a sério o “Ide” de Jesus

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Carta sobre a Miss. Morgana Mendonça dos Santos.

Segue a carta que foi enviada pela Igreja Episcopal Carismática - Catedral do Calvário, situada em Paulista/PE para a Ásia e o patriarca da Igreja Episcopal Carismática, sobre a jovem missionária Morgana Mendonça, visando captar o seu sustento para a sua próxima e provavelmente definitiva viagem missionária.
 
Paulista, 02 de setembro de 2013 - Igreja Episcopal Carismática do Brasil - Catedral do Calvário

Venho por meio dessa carta, solicitar a atenção e compreensão de uma determinada situação que acontece hoje em meu ministério e igreja que o Senhor me colocou para pastorear. Desde então, tenho grande motivo de alegria e animo em ver os frutos de toda uma caminhando cristã, pessoas que cuidei, ensinei e confiei liderança, hoje crescendo e vivendo seu próprio chamado ministerial.
Sou responsável como pastor, como autoridade espiritual expor a vida e o chamado de uma ovelha, que desde do principio da Igreja Episcopal, Catedral do Calvário esteve comigo, caminhando lado a lado, trabalhando e servindo ao Senhor com toda a sua vida dentro e fora da Igreja. Desde do inicio, se dedicou ao ministério colocado em suas mãos, sua conversão na sua adolescência, a trouxe para compor meu ministério na igreja, trabalhando na liderança da juventude, no departamento infantil, no ministério de louvor. Mas foi na sua juventude que sua vida teve um encontro com o Senhor de uma forma radical, aos 19 anos passou por uma situação especifica de assalto seguido de um sequestro relâmpago e ali verdadeiramente entendeu o chamado do Senhor para a sua vida. Deus já havia chamado desde da sua adolescência para missões, através de um momento que Deus usou o ministério "cath the fire", que havia visitado a nossa igreja.

Após esse momento em sua vida, a resposta já era vista por todos, vida respondendo o chamado missionario, abrindo mão de sonhos pessoais, vida profissional, onde seu sonho desde criança era seguir o estudo do direito para ser uma advogada. Nossos primeiros passos foi envia-lá ao sudeste do país para viver seu primeiro momento, uma escola chamada "Clamor pelas nações", onde passou três meses, vivendo grandes momentos com o Senhor, aprendendo fundamentos da fé e desenvolvendo sua visão sobre missões, nações e culturas. A sua chegada levou a igreja viver um profundo inicio de uma visão missionaria biblica, foi reconhecida como missionária e começou seu longo período na liderança do ministério de missões na igreja local. Trouxe a igreja conhecimento na área de missões e evangelismo, iniciamos cultos de missões, conferências missionárias, viagens missionárias para o sertão e agreste do nosso estado, com o propósito de levar a igreja a um despertamento e viver isso na prática, contemplamos os frutos de todos esse trabalho na nossa comunidade.

Enquanto liderava esse ministério, trabalhou com uma missão chamada "AMAI", com implantação de igrejas nos estados do nordeste brasileiro. Vivendo seus momentos com Deus, suas experiências como missionária da igreja local, recebendo minha benção e o apoio da igreja, despertando a igreja para uma visão biblica missionaria, de uma forma prática, apoiando campos missionários, ofertando para missões, visitando lugares inóspitos como tribos indígenas, quilombolas, vilas e povoados, começou a entender o propósito de Deus em sua vida.

Em meio a tudo isso, sentiu Deus a chamando para os mulçumanos, especificamente para algum lugar na Àsia, sentia seu coracao arder pela obra transcultural e começou sua preparação para o campo. Em um momento único de oração, foi impactada por Deus por ouvir algo a respeito do seu chamado, Deus havia dito que a levaria para o Timor Leste.

Convidada por uma missão interdenominacional para fazer um curso de um ano de evangelização avançada, se dedicou e se formou, pela mesma missão foi convidada a ser professora da mesma escola, implantou duas escolas e começou sua vida de ensino e discipulado, discipulando dentro e fora da igreja e cumprindo o que Deus colocava em suas mãos para fazer. Hoje é missionária associada dessa missão chamada: "AMMEVANGELIZAR", onde conquistou a confiança e desde então dá treinamentos de evangelização para igrejas dentro e fora do nosso estado.

Como seu pastor e reconhecendo seu chamado a instituimos como ministra comissionada na Igreja Episcopal Carismática do Brasil, como ministra de Missões e Evangelismo na Igreja local. Vivendo assim mais uma etapa da sua vida, sentiu um desejo para criar um projeto missionário interdenominacional, chamado: "Projeto Missionário Compaixão", hoje conhecido dentro e fora do país, na internet e redes sociais, com o objetivo de tornar Deus conhecido para que os homens possam adora-Lo. Liderando uma equipe de 13 pessoas atualmente, trabalhando com implantacao de igrejas, apoio a campos missionários nacionais e internacionais, enviando a curto prazo missionários, treinando igrejas no país na area de evangelismo, evangelizaçao urbana em asilos, presídios, orfanatos e centro de recuperaçao, fazendo o mesmo no sertao e agreste do nordeste brasileiro, tendo ainda oportunidade de evangelizar alguns estados do Brasil e pregar nas igrejas da sua região e denominação.

Enquanto isso, decidiu entrar no Seminário Teológico, por uma direção de Deus, um seminário que tem como visão a obra missionária, cursando hoje bacharel em teologia e missiologia, o mesmo levando ela a viver experiências transculturais a curto prazo, com o apoio da nossa comunidade e igreja a enviamos para Flórida - EUA e Angola para passar 30 dias nesses dois lugares tão diferentes, podendo viver experiências singulares de culturas diferentes e estratégias de evangelização diferentes porém relevantes. Pôde ali iniciar implantações de igrejas, discipular jovens, aconselhar, pregar as Escrituras em igrejas diversas, ensinar as igrejas matérias de teologia, pregar o evangelho mesmo em ameaças de perseguição.

Suas experiências transculturais nos últimos dois anos levou a uma certa convicção do seu chamado para o extremo Sul da Àsia, levando a igreja a um dos seus maiores desafios, no que define missões transculturais. No intervalo dessas duas viagens transculturais uma agencia missionária a convidou para o inicio de sua preparação definitiva ao campo asiático, seu processo deu inicio, acompanhamento e definições já começaram a acontecer.

Vivendo o ano que vem o final do seu curso, após 4 anos e meio em 2014 estará se formando em teologia e missiologia, com a formação superior estará pronta para desenvolver seu projeto transcultural, levantar sustento, formar sua equipe de intercessores e mantenedores, pela agencia Pioneiros ser trabalhada e preparada para o envio, sabendo que em todas as agencias missionárias a responsabilidade de envio vem da igreja local, de acordo com At 13, entendemos que somente a igreja pode reconhecer e enviar seus missionários ao campo. Atualmente, ainda na liderança do ministério de missões, discipulando jovens na igreja, como missionária do Projeto Missionário Compaixão e estudante de teologia e missiologia, aguarda com temor o momento que Deus irá enviar, está determinada para viver a realidade se assim for necessário com a igreja perseguida do Oriente para proclamação do Evangelho, tornando Deus conhecido para que os homens possa adorá-Lo.

Hoje após dez anos respondendo seu chamado missionário na igreja local, capacitada para o ministério, cumprindo a obra de um evangelista, se dispõe para ir mais longe, se entregar ainda mais ao Senhor para realizar a Sua obra, precedendo de uma teologia Bíblica para estar preparada para responder a qualquer um que vos pergunta a respeito da esperança que há em sua vida, nesse mundo de relativismo, adquirindo um conhecimento maior para defender sua fé, se oferece como instrumento de Deus em Suas mãos para romper com as barreiras transculturais e pregar o evangelho para muçulmanos e hinduístas. Precisando se desenvolver na língua inglesa, hoje tem dificuldade de encontrar mantenedores que possam ajudar no sustento ministerial, como igreja precisamos encontrar uma maneira de prover e enviá-la como missionária para o campo.

O que podemos definir bem o desejo dessa jovem, é a vontade de viver o que o Apóstolo Paulo disse aos lideres da igreja em Éfeso: "Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus" Atos 20.24.


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Responsabilidade dos cristãos.

da responsabilidade de cada cristão defender e recomendar o evangelho. Essa defesa é um processo de demolição; uma demolição de argumentos apresentados contra o cristianismo. Como vimos, na palavra de Deus temos tudo de que precisamos para realizar essa tarefa"
A batalha pertence ao Senhor - Scott Oliphint.

Fonte: Electus. Disponível em: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=585230058218244&set=a.577074202367163.1073741828.577070055700911&type=1&theater

domingo, 22 de dezembro de 2013

[Carta de Fim de Ano - 2013] Miss. Morgana Mendonça.

Paz! Irmãos, familiares e amigos.
Chegamos no fim de mais um ano, há dez anos respondendo esse chamado missionário e nesse ano de 2013 pude viver um ano incrível! Não foi por ausência de lutas, dificuldades, lágrimas, perdas, porém contudo, foi pelo fato de que Deus mais uma vez me fez viver "os seus pensamentos mais altos e caminhos mais altos" (Is 55.9) Nos dois primeiros meses do ano, contemplei até hoje a maior experiência missionária da minha vida, minha ida a Angola foi algo indescritível (como diz o dicionário: impossível de descrever), extraordinário e concluo como o auge de toda experiência que pude viver em missões. Tive oportunidades de pregar, discipular, preparar lideres de igrejas no ensino teológico, contemplar vidas se rendendo a Cristo, sentir na pele a cultura africana e provar dos seus costumes.
Na minha volta ao Brasil, me dediquei na continuação do curso bacharel em teologia com concentração em missiologia, agora faltando apenas mais um semestre que me garante pela graça de Deus a conclusão do mesmo. Estudos e mais estudos, minha concentração esse ano foi no aprofundamento das línguas grego e hebraico, na qual vejo um árduo caminho pela frente para a compreensão total delas.
Na igreja tive a oportunidade de continuar discipulando jovens e na liderança do ministério de missões, durante o ano tive várias oportunidades de pregar em diversas igrejas, posso afirmar que nunca preguei em tantas igrejas na minha vida como esse ano, conheci e pude me relacionar com outras denominações, foi bastante especial e marcante para mim. Como é de conhecimento de todos, há nove anos atrás tive a direção de Deus de fundar um projeto missionário, e esse ano tivemos um "tempo" bastante atípico. Trabalhamos juntos, com treinamentos em igrejas e com um sério estudo sobre o livro de Neemias, juntos estamos aprendendo sobre liderança como a de Neemias, enviamos no meio do ano a curto prazo duas missionárias para o México, trabalhos duro para isso. Recebemos dois terrenos para construir nossa base, chegamos até a dar entrada na documentação, ata e estatutos do projeto, isso foi um grande presente. Nosso trabalho esse ano dentro do PMC (Projeto Missionário Compaixão) foi comparado a um grande treinamento e tratamento, glórias seja dada a Deus por isso!
Como no inicio escrevi, um ano incrível! A minha denominação junto com a agência missionária começaram todo o processo de parceria sobre meu chamado transcultural, e de fato, agora em 2014 estarei em processo de formação e preparo para um campo, que já vem em seguida, meu envio ao extremo sul da Asia. Com uma pequena probabilidade de visitar às Filipinas antes do envio a longo prazo.
Meu coração está decididamente grato a Deus por toda a Sua Graça e Misericórdia sobre a minha vida, eu sei que não sou digna de nada disso, sei também que é algo irresistível, essa vocação e chamado, que não me faz pensar em olhar para traz. O que darei ao Senhor? O que doaremos ao Senhor? (Salmo 116.12)
No entanto, a grande questão é, poderia eu ter vivido tudo isso sozinha, mas Deus achou melhor que eu vivesse ao lado de cada um de vocês! Não tenho palavras para agradecer a cada um, meus familiares, amigos, irmãos na fé, professores do STPN, PMC. A cada Igreja que me convidou, a cada jovens do "Nossa Luta", o apoio do meu Pr. Adonias Ramos, a minha igreja. Grandes coisas fez o Senhor por nós! (Salmo 126.3) Agradeço também aqueles que com fé e alegria puderam me sustentar financeiramente e em orações cobrir a minha vida, fiel é Deus que dará muito mais a cada um, assim eu oro!
Concluo, com as palavras do rei Davi, que antes de enfrentar Golias pode fazer umas das mais belas declarações bíblicas: "A batalha pertence ao Senhor" (1Sm 17.47), que venha 2014 com tudo aquilo que o Senhor já determinou, Ele é soberano! Faltando poucos dias para findar o ano, meu coração confesso e lágrimas nos olhos, diante de toda a peleja e luta, juntos possamos declarar, "Do Senhor é a guerra".
Obrigada, mais uma vez, [tornando Deus conhecido para que os homens possam Adorá-Lo], com amor... Morgana Mendonça Santos.

Feliz Natal e ano novo!

Miss. Morgana Mendonça Santos
morganamissao@hotmail.com
55 81 96291307 - 55 81 86758078
www.ministeriocompaixao.blogspot.com
"Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus." Atos 20:24 — com Morgana Mendonça Santos.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Pequeno Manual de oração MISSIONÁRIA.

- Devemos orar para que Deus envie missionários. “Rogai, pois, ao Senhor da seara, que mande ceifeiros para a sua seara” (Mt 9:38). É missão da igreja orar para que muitos crentes possam cumprir o Ide em outras nações ou em sua própria comunidade. Poucos são os que se interessam em levar a Palavra aos perdidos, e precisamos orar para que a Igreja seja despertada para esta ordem e chamado.

- Devemos orar para que os missionários preguem com confiança. “Orando em todo o tempo [...] para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho, [...] para que possa falar dele livremente, como me convém falar” (Ef 6:18-20). Muitas vezes, aqueles que pregam o Evangelho possuem motivos humanos para temer, quer seja pela própria vida, quer seja por qualquer outra coisa. Precisamos orar para que suas vozes não saiam trêmulas. Precisamos clamar ao Senhor para que quem prega o faça com força e vigor, confiantemente.

- Devemos orar para que os missionários encontrem boas oportunidades de pregação. “Perseverai em oração [...] para que Deus nos abra a porta da palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo” (Cl 4:2-4). Que nossa oração seja para que os missionários encontrem meios, formas e oportunidades de proclamar a Palavra de Deus, em todo tempo.

- Devemos orar para que os missionários possuam liberdade de pregação. “No demais, irmãos, rogai por nós, para que a palavra do Senhor tenha livre curso e seja glorificada, como também o é entre vós; e para que sejamos livres de homens dissolutos e maus; porque a fé não é de todos” (2 Ts 3:1-2). Muitos dizem que oram para que venham provação e perseguição contra a Igreja, para que Deus nos “purifique”, mas a Bíblia nunca nos ensinou a orar assim. A nossa oração deve ser para que o Evangelho seja propagado com liberdade por todos os povos.

- Devemos orar para que os missionários possuam ousadia na pregação em meio a perseguições e ameaças. “Agora, pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças, e concede aos teus servos que falem com toda a ousadia a tua palavra” (At 4:29). Quando Deus não responde positivamente nossas orações para que as perseguições cessem, devemos orar para que, em meio à dor, os cristãos consigam força para continuar propagando a mensagem da Cruz, mesmo que tendo que pagar com o próprio sangue.

- Devemos orar para que os missionários consigam conversões. “Irmãos, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para sua salvação” (Rm 10:1). Se Deus é quem converte os corações dos homens, e se Ele é o Senhor da seara, e se dEle é a obra de evangelismo, devemos clamar a Ele que converta os corações dos homens a Si.

- Devemos orar para que os missionários sejam instrumentos para salvação de todos os homens, sem distinção, quer sejam reis ou plebeus, ricos ou pobres, pretos ou brancos. “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade; Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade (1 Tm 2:1-4). Se o evangelho é tão universal assim, devemos clamar pela salvação em todas as esferas de nossa sociedade.

- Devemos orar para que os missionários possam voltar para seus países quando necessário. “Orai por nós, porque confiamos que temos boa consciência, como aqueles que em tudo querem portar-se honestamente. E rogo-vos com instância que assim o façais, para que eu mais depressa vos seja restituído” (Hb 13:17-19). Muitos missionários precisam de tempos de férias ou de descanso, até mesmo para poder cuidar da saúde e rever família e amigos. Precisamos orar para que eles possam encontrar novamente suas comunidades e países de origem quando necessário.

- Devemos orar para que as igrejas plantadas cresçam em maturidade. “E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o conhecimento, para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum até ao dia de Cristo; cheios dos frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus” (Fp 1:9-11). Que os trabalhos cresçam e sejam igrejas que refletem a glória do seu Salvador.

"Supliquemos-te diariamente (e nunca duvidemos), em nossas orações, que, no governo de teu Cristo, tu ajuntes novamente todo o mundo [...] quando Cristo exercer o poder que lhe foi dado para a nossa salvação e salvação de todo o mundo." - João Calvino

Autor desconhecido.

sábado, 20 de julho de 2013

PMC no México!

Mais uma das nossas meninas, Monica Dias e Midian Rebeca que estão no México, levando as boas novas do Senhor.  
Obrigada Senhor pela oportunidade, obrigada Senhor por escolher Monica e Midian, obrigada por nós como Projeto Missionário Compaixão, pudermos estar fazendo parte dessa caminhada, pudermos estar vivendo esses momentos, só Tu sabes Deus que o nosso maior prazer é te adorar e ser boca Pai, para Tua palavra!

Nessas fotos elas estão com as crianças que estão ouvindo o evangelho e sendo acompanhadas, juntamente com outras missionárias que estão participando e realizando o mesmo trabalho! Força meninas, estamos com vocês, cobrindo em orações!

Missionárias Monica e Midian no México.

Miss. Monica Dias.

Crianças lindas e abençoadas.

PMC no México.