terça-feira, 8 de janeiro de 2013

5 Solas - Devocionais pessoal prático

Sola Scriptura

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreen- são, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” II Timóteo 3:16,17

Somente por meio das Escrituras - a revelação tanto da Pessoa quanto da vontade de Deus - o homem pode conhecê-Lo, ser salvo e habilitado para a boa obra do Senhor. Entretanto, cresce em nossos dias uma visão da irrelevância das Escrituras onde ela não é mais a autoridade final em questões espirituais entre o Homem e Deus, mas apenas uma dentre muitas fontes de autoridade a respeito de Deus e a prática cristã.
Somente nas Escritura, e unicamente nela, aqueles que almejam serem usados pelo Senhor devem se apoiar. As Escrituras como Palavra de Deus (“Toda a Escritura é inspirada por Deus”) constituem-se como o único meio proveitoso (“e útil”) pelo qual analisamos se devemos crer em algo como sã doutrina (“para o ensino”) ou rejeitá-lo (“para a repreensão”).

Somente pela Escritura, e unicamente por ela, temos o padrão de prática, pois ela é útil “para a correção”, ou seja, ela revela qual é o comportamento e proceder errado - o que nós não devemos fazer - mas também aponta “para a instrução na justiça”, para a prática correta que devemos cultivar e crescer.

Somente a Escritura, e unicamente ela, é o meio pelo qual Deus apontou como instrumento de capacitação e habilitação para todo o servo e serva de Deus, “afim de que todo homem”, tenha a provisão necessária (“seja perfeito”), e o treinamento necessário (“perfeitamente habilitado”), para o santo trabalho do Senhor (“para toda boa obra”).

Auto-exame:
1) Para entender os atributos de Deus você recorre a Bíblia ou ao senso comum de sua geração? Exemplo: Quando a Bíblia diz que Deus é amor, você simplesmente assume que isso significa que Deus ama a todos igualmente ou confere para ver se e como isso é atestado no resto da Escritura?

2) Você consegue dar base bíblica para os elementos praticados no culto que você participa?

3) Um dos problemas dos fariseus é que eles colocavam cargas extras sobre as pessoas que as próprias Escrituras não colocavam. Quando você diz para alguém que algo é errado (quer seja homicídio ou ingestão de bebida alcoólica), você está clara- mente se baseando nas Escrituras e mostrando isso para a pessoa?

4) Em sua busca por santificação, a Bíblia tem tomado um lugar de destaque? Você tem resistido à tentação com suas próprias forças ou usando a Palavra de Deus, assim como Jesus?

Fonte: www.voltemosaoevangelho.com 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Conselhos práticos aos novos Teólogos

Para saber mais a respeito das escrituras...

Quando fui despertado por Deus para conhecê-lO através das Escrituras, já fazia dois anos que eu havia professado que Cristo era meu Salvador. Assim, sofri muito na transição de minha ignorância para uma busca pela teologia bíblica. Aqui ficam alguns conselhos práticos aos meus irmãos que estejam passando pelo mesmo momento que passei naquela etapa de minha vida (a ordem dos tópicos não possui qualquer significado).

1. Ame a Bíblia
"Tenho prazer em teus mandamentos, porque os amo" (Sl 119:47). Tudo começa com uma luta ferrenha para pôr sua alegria onde ela deve estar: Em Deus (e em conhecê-lo, conseqüentemente). Ame os mandamentos de Deus, assim você terá alegria neles.

2. Invista em conhecimento
"A sabedoria é a coisa principal; adquire pois a sabedoria, emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento" (Pv 4:7). Quando queremos conquistar algo muito valioso, precisamos empregar algo em troca (tempo, dinheiro, etc). Para adquirir conhecimento, você precisará em- pregar tempo de estudo, dinheiro para comprar bons materiais, disposição de continuar estudando mesmo quando estiver sedento por fazer outras coisas, etc. Desgaste-se no que vale a pena, empregue tudo o que possuis na aquisição de entendimento.

3. Tenha amigos que saibam mais
"O que anda com os sábios ficará sábio, mas o companheiro dos tolos será destruído." (Pv 13:20). Você é mais influenciado pelas pessoas que você convive do que você pensa. Amigos piedosos que são mais maduros serão de grande ajuda para seu crescimento espiritual. Isso não significa uma proibição a andar com quem é menos sábio, mas põe primazia em ser influenciado por quem tem algo de bom para ensinar.

4. Seja ensinado
“E ele mesmo concedeu uns para... mestres” (Ef 4:11). Alguns menosprezam livros escritos por antigos teólogos alegando que precisam apenas da Bíblia. Não seja arrogante, você tem muito que aprender com quem veio antes de você. Procure um bom mestre (do passado ou do presente) e aprenda com o que ele tem a ensinar. O próprio Deus constituiu mestres na Sua Igreja. Não menospreze o cuidado de Deus.

5. Não seja um mestre aos próprios olhos
"Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo" (Tg 3:1). Algo que me amedronta muito são os blogs. Lá, qualquer um pode escrever qualquer coisa sobre qualquer assunto. Lembre-se que você ainda está descobrindo as verdades das Escrituras e, por isso, precisa ser muito cuidadoso no que vai passar adiante. Um sincero “eu ainda estou estudando sobre isso” evita muitos problemas futuros. O juízo de Deus cairá mais forte contra os falsos mestres.

6. Suporte o sofrimento
"E, dizendo ele isto em sua defesa, disse Festo em alta voz: Estás louco, Paulo; as muitas letras te fazem delirar" (At 26:24). Não tenha dúvida, o sofrimento virá. Você perceberá que não precisa- rá de nada mais do que defender o sola scriptura para ser alvo de todo tipo de ataque do inimigo. Paulo foi acusado de delirar. Eu fui acusado de ser enganado por demônios. Você será acu- sado de algo. Esteja firme em Cristo quando isso vier.

Fonte: Por Yago Martins. © Voltemos Ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Uma Lição de Spurgeon Acerca do Evangelismo

Regenerar homens para Deus é uma meta honrada dos ministros de Cristo..

É praticamente impossível encontrar um sermão impresso de Spurgeon que não contenha algum tipo de apelo ao não-convertido. Eles estão cheios de alegações, argumentos, alertas e instruções aos pecadores, chamando-os e convidando-os a virem a Cristo. A própria atitude de Spurgeon é refletida no retrato de João Bunyan de um verdadeiro ministro do evangelho, em O Peregrino. Em seu primeiro sermão, na igreja de New Park Street, ele utilizou essa cena para descrever como o ministro do evangelho deve considerar as almas de homens e mulheres:
João Bunyan fornece-nos um retrato de um homem a quem Deus tencionou tornar um guia para os céus; vocês já observaram como esse quadro é bonito? Esse homem tem uma coroa da vida sobre sua cabeça, a terra encontra-se debaixo de seus pés, está de pé como se implorasse aos homens e com o melhor dos Livros em suas mãos. Oh! Como eu gostaria, por um só momento, ser esse tipo de pregador; que pudesse arrazoar com os homens, assim como João Bunyan descreve. Todos somos embaixadores de Cristo e, nesta qualidade, devemos suplicar aos homens, como se Deus lhes falasse por nosso intermédio. Como eu gosto de ver um pregador que chega às lágrimas! Como gosto de ver um homem que é capaz de chorar por causa dos pecadores, um homem cuja alma anela pelos ímpios, como se ele pudesse, de alguma forma, trazê-los ao Senhor Jesus Cristo! Não consigo compreender um homem que sobe ao púlpito e apresenta um discurso frio e indiferente, como se não tivesse interesse pela alma de seus ouvintes. Creio que o verdadeiro ministro do evangelho é aquele que tem um real anseio pelas almas, demonstrado em uma atitude semelhante à de Raquel, quando clamou: Dá-me filhos, senão morrerei.. Esse ministro também clamará a Deus, para que veja os eleitos do Senhor nascerem e serem trazidos para Deus. E, conforme penso, todo o verdadeiro crente deve ser extremamente zeloso na oração em favor das almas dos ímpios; e quando fazem isto, Deus os abençoa abundantemente e a igreja prospera! Porém, amados, mesmo vendo almas condenadas, quão poucos se importam com elas! Os pecadores podem afundar no lamaçal da perdição; entretanto, poucas lágrimas são derramadas por eles! O mundo inteiro pode ser levado por uma torrente ao precipício de condenação, e, apesar disso, quão poucos realmente clamam a Deus em favor dessas pessoas! Quão poucos homens dizem: Oh! Que a minha cabeça se tornasse em águas, e os meus olhos, em fonte de lágrimas! Então, choraria de dia e de noite os mortos da filha do meu povo! Não lamentamos diante de Deus pela perda da alma dos homens, como seria próprio aos cristãos fazerem.

Spurgeon argumentou que não apenas certos tipos de pregadores podem ser ganhadores de almas. Na verdade, todo o pregador deveria labutar seriamente para ver seus ouvintes salvos.

A menos que conversões sejam constantemente vistas, em todas as nossas congregações um clamor amargo deveria ser levantado a Deus. Se nossa pregação jamais salva uma alma (e isto não é comum acontecer) não deveríamos glorificar a Deus melhor como lavradores ou comerciantes? Que honra pode o Senhor receber de pregadores inúteis? O Espírito Santo não está conosco, nem estamos sendo usados por Deus, para os seus gloriosos propósitos, a menos que almas estejam sendo despertadas para vida eterna. Irmãos, será que podemos suportar o sermos inúteis? Podemos ser estéreis e, ainda assim, estar contentes?.

Para Spurgeon, essa paixão era inextinguível. Ele viu, de forma bastante exata, que a glória de Deus estava em jogo.

Novamente, se tivermos de ser revestidos do poder do Senhor, precisamos sentir um intenso anelo pela glória de Deus, e pela salvação dos filhos dos homens. Mesmo quando somos os mais bem-sucedidos, precisamos anelar por mais êxito. Se Deus tem nos dado muitas almas, precisamos ansiar por milhares de vezes o que temos. A satisfação com os resultados será a morte lenta do progresso. Não é bom para o homem pensar que não pode melhorar. Ele não possui santidade, se acha que já é útil o suficiente.. Essa paixão ardente inevitavelmente determinará como um homem prega. Por um lado, ela o levará a empenhar-se para ser claro em seu discurso. Devemos dizer a nós mesmos: Não, eu não posso usar esta palavra difícil, pois aquela pobre senhora que senta naquele lugar não me compreenderia. Não posso salientar aquela dificuldade obscura, pois aquela pobre alma poderá ser confundida por tal dificuldade e não aliviada por minha explanação.... Se você ama os seres humanos, você amará menos as palavras difíceis..

O objetivo de ver almas ganhas para Cristo através da pregação também levará o pregador a labutar para ser interessante. .Como, em nome da razão, podem almas se converter por meio de sermões que embalam as pessoas a dormir?. É por esse motivo que o humor pode ter um papel legítimo na pregação. Spurgeon ponderou que é .crime menos grave causar uma risada momentânea do que um sono profundo de meia hora..

Ele é tão enfático nisto, que é fácil compreendê-lo de maneira errônea. Spurgeon não estava argumentando que o pregador é responsável pelo sucesso evangelístico de seu ministério; é responsável pela fidelidade à tarefa de evangelizar. Deus, em sua soberania, salvará aqueles que Ele quiser, quando e onde quiser. Spurgeon jamais duvidou disso. Todavia, ele se recusou a nos permitir esquecer que no âmago de um ministério fiel reside uma profunda paixão pelas almas de homens e mulheres. Ele disse: Se os pecadores serão condenados, que pelo menos pulem para o inferno passando por cima de nossos corpos. Se perecerem, que pereçam com nossos braços e mãos tocando os seus joelhos, implorando que fiquem. Se o inferno tiver de ser cheio, pelo menos que seja cheio apesar de nossos esforços, e que ninguém entre ali sem estar avisado e sem que se tenha intercedido por essa pessoa..

Se nossa doutrina não conduz à devoção, alguma coisa está tremendamente errada. Não terminaremos nossa tarefa até que a cabeça, o coração e as mãos concordem. Tal integração santificada de nossa personalidade não será alcançada até que vejamos o Senhor face a face. Mas temos de nos esforçar para alcançar esse objetivo, aqui e agora. Tendo recebido o evangelho, precisamos estar engajados no evangelismo. E, quanto mais claramente tivermos assimilado o evangelho, tanto mais apaixonados haveremos de nos entregar à evangelização.

- Tom Ascol.