sexta-feira, 31 de maio de 2013

Porque é o poder de Deus para a salvação (Romanos 1.16)
Um evangelho salvador

Nas Escrituras, lemos que a salvação é o fim, ou alvo, da fé.[1] O mesmo é verdade com respeito ao evangelho. Na avaliação de Paulo, o maior dom que o evangelho proporciona a um homem é a salvação de sua alma. Deus enviou seu Filho ao mundo para que o mundo fosse salvo através dele.[2] Através das eras, a salvação foi o glorioso tema da igreja e o assunto de seus maiores hinos. Santos do passado viam a salvação não como um dos inúmeros benefícios do evangelho a serem considerados, mas como o grande benefício, que quando recebido, tomava a vida de um crente de tal forma que ele não queria nada além disso. Salvação de si mesmo e do pecado, libertação da condenação e da ira, reconciliação com Deus e o conhecimento de Cristo são o suficiente!

Lamentavelmente, em décadas recentes, parece que a salvação perdeu algo de seu valor. Na opinião de muitos, a promessa da salvação não é uma motivação forte o suficiente para levar o pecador ao arrependimento ou o santo à verdadeira devoção, então precisamos adicionar muitas outras promessas para tornar o chamado do evangelho atrativo. Saúde e prosperidade, propósito e poder e conseguir o máximo dessa presente vida são as verdadeiras cartas do jogo do cristianismo contemporâneo. Na verdade, as próprias coisas que o púlpito promete e as pessoas nos bancos buscam são normalmente as próprias coisas que Jesus alertou que poderiam ser perdidas no decurso do verdadeiro discipulado.[3] De acordo com ele, um homem poderia ter que perder o mundo inteiro para ser salvo, e, ainda assim, ele considerava uma barganha conseguir a salvação a um custo tão pequeno.[4]

À luz do alto valor que a Escritura dá a salvação, por que esta promessa de salvação não mais impressiona por si só a alma moderna? Por que outras promessas mais terrenas precisam ser adicionadas para tornar o evangelho mais atraente para o homem contemporâneo? Primeiro, é porque os homens não compreendem sua condição deplorável. Assim como um homem rico não vê razão para se regozijar ao lhe ser dado um mero pedaço de pão até que uma reviravolta na vida lhe deixe pobre, assim o pecador não acha alegria na salvação até que seja revelada a horrível natureza de seu pecado e ele se veja como um desgraçado, miserável, pobre, cego e nu.[5] Segundo, é porque os homens não entendem a perigosa situação em que se encontram. Um homem estimará a salvação somente ao passo que ele entende algo dos terrores dos quais ele está sendo salvo. Uma clara visão do inferno e da ira de Deus dará ao homem uma apreciação mais apropriada da salvação oferecida através do evangelho. Terceiro, é porque os homens não entendem o custo infinito que foi pago para lhes assegurar a salvação. A redenção de uma alma é caríssima e além do que um homem possa pagar.[6] Somente Deus possui o valor a ser pago, e ele o pagou por completo através do precioso sangue do seu próprio Filho.[7] Pecadores que permanecem sem serem informados sobre a dignidade de Cristo tem pouca esperança de apreciar o que ele fez por eles no evangelho. Quarto, é porque os homens não regenerados são sempre assim. Cegos não encontram nenhuma beleza em um pôr do sol, surdos não são tocados nem pela mais bela sonata, e bestas selvagens não apreciam a arte. De forma similar, homens carnais, não regenerados e não convertidos são espiritualmente cegos e surdos à Palavra de Deus e servos de um coração bestial que prefere se alimentar de seu desejo animal do que provar e ver que o Senhor é bom.[8] Por essa razão, Jesus exclamou que a menos que um homem nasça de novo ele não pode “ver” o reino dos céus, quanto mais estimar seu valor.[9] Por essa razão, pessoas carnais enchem a lista de nossas igrejas – pessoas que frequentam por toda sorte de motivos, menos Cristo e uma fome por justiça.[10] As promessas mais práticas e momentâneas que foram adicionadas ao evangelho tornam-no mais atraente para eles, e eles continuam na igreja enquanto recebem o que querem. Isso alimenta suas carnes de uma forma religiosa, mas suas almas continuam mortas para Deus e para a esperança de verdadeira salvação.

[1] 1 Pedro 1.9
[2] João 3.17
[3] Mateus 16.24-26
[4] Marcos 8.36-37
[5] Apocalipse 3.17
[6] Salmos 49.8
[7] 1 Pedro 1.18-19
[8] Salmo 34.8
[9] João 3.3
[10] Mateus 5.6

Extraído do livro 8º capítulo do livro “O Poder e a Mensagem do Evangelho” de Paul Washer, a ser lançado pela Editora Fiel. Tivemos a oportunidade de traduzi-lo e o privilégio de poder compartilhar pequenos trechos de cada capítulo com vocês.
Tradução: Vinícius Musselman Pimentel. Versão não revisada ou editada. Postado com permissão.
© Editora Fiel. Todos os direitos reservados. Original: Um Evangelho Escandaloso (Paul Washer) [7/26]

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Um evangelho para ser recebido.



Uma vez que o evangelho é a mensagem de Deus ao homem, nós poderíamos supor que ele deve evocar algum tipo de reação ou demandar algum tipo de resposta. Do nosso texto, aprendemos que, ao ouvirem o evangelho, a igreja em Corinto tanto o recebeu de forma apropriada ao seu grande valor, quanto fez dele o fundamentos sobre o qual estavam firmes diante de Deus. Para estarmos corretos diante de Deus, devemos fazer o mesmo.

Recebendo o evangelho

Para que homens sejam salvos, eles devem, pela graça de Deus, receber o evangelho. Mas o que isso significa? Não há nada extraordinário na palavra receber em português ou no grego bíblico, mas, no contexto do evangelho, ela se torna extraordinária – umas das palavras mais radicais na Escritura.
Primeiro, quando duas coisas são contrárias ou diametralmente opostas uma as outras, receber um deles é rejeitar o outro. Já que não há afinidade ou amizade entre o evangelho e o mundo, receber o evangelho é rejeitar o mundo. Isso demonstra como quão radical o ato de receber o evangelho pode ser. Receber e seguir o chamado do evangelho é rejeitar tudo o que pode ser visto com os olhos e, em troca, segurar em suas mãos tudo o que não pode ser visto[1]. É rejeitar a autonomia pessoal e o direito de se autogovernar para se escravizar a um Messias que morreu dois mil anos atrás como um inimigo do Estado e um blasfemador. É rejeitar a maioria e seus pontos de vista a fim de juntar-se a uma minoria censurada e aparentemente insignificante conhecida como a igreja. É arriscar tudo nesta singular e única vida na crença que esse profeta crucificado é o Filho de Deus e o Salvador do mundo. Receber o evangelho não é meramente orar convidando Jesus para entrar em seu coração, mas é deixar o mundo de lado e abraçar plenamente as reivindicações de Cristo.
Segundo, o indivíduo que recebe o evangelho confia exclusivamente na pessoa e obra de Jesus Cristo como a única forma de estar correto diante de Deus. É uma máxima comum que confiar em qualquer coisa de forma exclusiva é perigoso, ou, na melhor das condições, algo muito imprudente de ser feito. Nossa sociedade considera como descuidada uma pessoa se ela não tiver um plano reserva ou uma rota de fuga, se ela não diversificou seus investimentos, se ela colocou todos os seus ovos em uma mesma cesta ou se ela fecha portas atrás de si e joga a chave fora. Contudo, essa é exatamente a atitude que a pessoa que recebe Jesus Cristo deve ter. A fé cristã é exclusiva. Receber verdadeiramente a Cristo é jogar fora toda e qualquer esperança que não seja em Cristo somente. É por essa razão que o apóstolo Paulo declara que o cristão é de todos os homens o mais digno de pena se Cristo for uma farsa.[2] Se ele não é o Salvador, então o cristão está perdido, pois não tem nenhum outro plano ou confiança. Pela fé, ele declarou: “Meu Senhor, em Ti confio. Se Tu és incapaz ou não desejas salvar-me, então encontrarei meu lugar no inferno. Não farei para mim nenhum outro recurso!”
Um receber genuíno do evangelho não só envolve um desdém e abandono do pecado, mas também um desdém e abandono de qualquer confiança que não seja Cristo, especialmente a confiança em si próprio. É por essa razão que uma pessoa realmente convertida ficará praticamente nauseado com a menor sugestão de que seu correto posicionamento diante de Deus possa ser um produto de seu próprio mérito e virtude. Embora sua nova vida em Cristo produza boas obras, ela se desvencilhou de qualquer esperança em achar nas boas obras um meio de salvação e, portanto, confia exclusivamente na pessoa e perfeita obra de Cristo.

[1] Hebreus 11.1, 7, 27; 1 Pedro 1.8
[2] 1 Coríntios 15.19


De voltemos ao evangelho.




Extraído do livro 2º capítulo do livro “O Poder e a Mensagem do Evangelho” de Paul Washer, a ser lançado pela Editora Fiel. Tivemos a oportunidade de traduzi-lo e o privilégio de poder compartilhar pequenos trechos de cada capítulo com vocês.
Tradução: Vinícius Musselman Pimentel. Versão não revisada ou editada. Postado com permissão.
© Editora Fiel. Todos os direitos reservados. Original: Um Evangelho para Ser Recebido (Paul Washer) [2/26]

domingo, 14 de abril de 2013

Treinamentos | Missões e Evangelismo.

Para honra e glória de Deus conseguimos terminar mais um treinamento com o Projeto Missionário Compaixão, treinando varias igrejas na região de Olinda, convidada pela Igreja Presbiteriana Renovada em Jardim Brasil V! 

Realizamos treinamentos de evangelização na área de esportes, casais, centros urbanos, casa em casa e crianças! Foram dadas mais de 7 estratégias de evangelização! Houve também pregação e ensino bíblico sobre Evangelismo e Missões! Louvor, vídeos e sorteios!


Queremos agradecer primeiramente a Deus por nos dar a oportunidade e o privilégio de trabalhar em Sua obra, para o Seu reino, sabemos que se não fosse Ele, nada disso seria possível. Em seguida, a Igreja Presbiteriana Renovada por também ter nos dado a oportunidade de treiná-los a partir do que aprendemos em quase 10 anos de estrada! Queremos agradecer a equipe do Projeto compaixão que esteve dando os treinamentos e orando! E a todas as outras pessoas que têm carinho pelo Projeto COMPAIXÃO e ajudaram de alguma forma, orando, jejuando e mais! Muito OBRIGADA!

Que saibam que tudo o que fazemos, é por Ele, para Ele e COM ele! Porque em nada temos a nossa vida por preciosa, contanto que cumpramos com alegria a nossa carreira, e o ministério que recebemos do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus. Amém, Glória a Deus, Glória a Deus!
Atos 20:24.