segunda-feira, 12 de setembro de 2011

SERÁ QUE A SALVAÇÃO NÃO É SUFICIENTE?


  
   Permitam-me falar sobre o meu Jesus. Permitam-me falar. Deixem-me testemunhar sobre o meu Senhor. 22 anos atrás, eu acordei seminu em meu apartamento, tendo bebido quase até a morte e percebi que eu estava frio e senti algo em minha face. Sobre o que eu estava deitado? Eu me levantei, fui até o espelho e liguei a luz. E este distinto e eloquente pregador, perdido sem Jesus, havia dormido a noite inteira em cima de seu próprio vômito.

  Permitam-me falar sobre o meu Jesus. Ele me salvou quando eu era tão desgraçado que você nem sequer iria querer me dar uma carona em seu carro. Mas o meu Jesus, Ele me comprou com seu sangue. E o meu Jesus veio até mim. E o meu Jesus levou os meus pecados. E o meu Jesus levou a minha vergonha. 

  Louvado seja o poder do nome de Jesus. Que os anjos se prostrem e lancem suas coroas reais e o coroem Senhor de tudo e de todos. Este é o meu Jesus. E eu me glorio nas minhas fraquezas, e eu me glorio até mesmo nos meus pecados. 

  Para onde foram as estrelas hoje, você já se fez esta pergunta? Para onde foram as estrelas esta manhã? Será que alguém as colocou no bolso e levou-as para outro lugar? As estrelas estavam lá, mas havia tanta luz, que elas não podiam ser vistas. Eu saí e o pastor me pegou na lateral da pista. Eu estava lá fora olhando aquelas estrelas, e eu só podia ver aquelas estrelas, por causa de toda a escuridão ao redor delas.

   Às vezes, alguns jovens me perguntam: “Irmão Paul, qual é o segredo? Como é que você prega deste jeito? Como é que você fala sobre coisas como estas? Como é que nós vemos o poder de Deus? Qual é o seu segredo, irmão Paul?”

   Ele me achou em uma poça de vômito! Este é o meu segredo. Pode não ser muito sábio, ou nobre. Eu sou o principal de todos os pecadores. Eu era o pior dos piores. E é isto o que Jesus faz! Este é o meu segredo. Eu não tinha nada! Este é o meu segredo. E você provavelmente era muito melhor que eu por fora, mas eu posso lhe garantir que você não era nem um pouco melhor que eu por dentro.

  Eles me falam: “Como você faz para orar assim? Como você faz para pregar assim? O que você aprendeu no seu tempo de devocional?” 

  Não, vocês não entendem. Ele me salvou! Ele salvou a mim! 

  “E esta grande motivação, você a adquiriu de algum versículo que você leu?” Vocês não entendem, Ele me salvou do que eu era. Não há nenhuma chave, exceto que eu era o pior de todos. Ele me salvou. O que mais precisa ser feito para me motivar? O que mais precisa ser feito? Será que a salvação não é o suficiente?

Paul Washer

ISSO É GUERRA! DE GRANDES HOMENS DO PASSADO


Homens,  nós não fomos feitos para viver como a maioria dos homens.
Nós fomos feitos para lutar!
Fomos feitos para combater.
Fomos feitos para trabalhar.
Fomos feitos para conquistar.
Nós somos feitos para nos entregarmos por algo eterno.
Adão recebeu a ordem de fazer o que? De sair e dominar. De levar tudo na criação à harmonia com Deus. De fazer todo o seu governo, todas suas coisas, no contexto da vontade de Deus.
Agora vivemos em um mundo caído que vice em trevas e morte. O reino do maligno espalhado por toda a terra.
Você e eu não fomos chamados para jogar vídeos games. Não fomos chamados para sentar-se diante de uma televisão. Não fomos chamados para nos entregarmos a futilidades! Nós fomos chamados para avançar um reino! Para viver com uma paixão! Para lutar por Ele! E para, apenas de vez em quando, largar nossas espadas e olhar para cima, para um sorriso.
Eu quero lutar! Eu não quero conforto! Eu não quero tranqüilidade em Sião! Porque o Reino de Deus é construído não por aqueles que descansam tranqüilamente em Sião, mas por aqueles que saem às ruas e lutam. E as armas da nossa milícia não são carnais. Elas são poderosas: Oração intercessória, a proclamação do evangelho e amor sacrificial.
Homens! Levantem-se, ó Homens de Deus! Façam aquilo para que foram chamados! Sejam valentes e fortes! E saibam que isso vai lhes custar.
Você toma sua posição ao lado de Jesus Cristo e sua causa e vê o diabo vir atrás de você esbofeteando você por dentro e por fora. Mas é disso que a guerra se trata!
Então ele nos deu uma grande comissão... abrir caminho na noite dizendo: Há um lugar, há um lugar onde ele não é adorado, onde ele não é adorado. Eu não posso dormir, há um lugar onde ele não é adorado.
 Há um lugar onde a bandeira de Sião não tremula! É para isso que fomos feitos! Para deixarmos de lado nossas pequenas causas temporais e para nos entregarmos a esta grande batalha.
Paul Washer



sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A loucura do evangelho e as loucuras dos evangélicos

O apóstolo Paulo escreveu aos corintios que a palavra da cruz é loucura para a mente carnal e natural, para aqueles que estão perecendo (1co 1.18,21,23;2.14;3.19). Ele mesmo foi chamado de louco por Festo quando lhe anunciava a palavra da cruz (At.26.24). Pouco antes, ao passar por Atenas, havia sido motivo de escárnio dos filósofos epicureus e estoicos por lhes anunciar a cruz e a ressurreição (At.17.18-32).

O evangelho sempre parecerá loucura para o homem não regenerado. Todavia, não há do que nos envergonharmos se formos considerados loucos por anunciar a cruz e a ressurreição. Como Pedro escreveu, se formos sofrer, que seja por sermos cristãos, e não como assassinos, ladrões, malfeitores ou como quem se intromete em negócios de outros (1Pe.4.15-16).

Nessa mesma linha, a certa altura da carta que escreveu aos corintos, o apóstolo Paulo pede que eles evitem parecer loucos: "Se, pois, toda a igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas, no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais loucos?" (1co 14.23). Ou seja, o apóstolo não queria que os cristãos dessem ao mundo motivos paea que nos chamassem de loucos, a não ser pela pregação da cruz.

Infelizmente, os evangélicos - ou uma parte deles - não deram ouvidos às palavras de Paulo, de que é válido tentarmos não parecer mais loucos do que já nos consideram. Existe no meio evangélico tanta insensatez, falta de sabedoria, superstição, coisas ridículas que acabamos dando aos inimigos de Cristo um chicote para nos baterem. Somos ridicularizados, desprezados, nos tornamos motivo de escárnio, não porque PREGAMOS CRISTO crucificado, mas pelas sandices, tolices e bobagens, todas feitas em nome de Jesus Cristo.

O que vocês acham que o mundo pensa de um pregador que diz ter tido uma visão na qual galinhas falam em línguas e um galo interpreta falando em nome de Deus, trazendo-lhe uma revelação profética?! Podemos dizer que o constrangimento que isso provoca é resultado da pregação da cruz? Ou, ainda, o "pastos pião", que, depois de falar em línguas e profetizar, rodopia como resultado da unção de Deus?! Ou, ainda, a "unção do leão", supostamente recebida da parte de Deus durante um show gospel, que faz a pessoa andar de quatro no palco como um animal selvagem?!

Eu sei que vão argumentar que Deus falou através da jumenta de Balaão e que pode falar através de galináceos ungidos. Mas a diferença é que a jumenta falou mesmo. Ninguém teve uma visão em que ela falava. E deve ter falado na língua de Balaão, e não em línguas estranhas. Naquela época, faltavam profetas - Deus só tinha uma jumenta para repreender o mercenário Balaão. Eu não teria problemas se um galinheiro inteiro falasse português na falta de homens e mulheres de Deus nesta nação, mas não me parece que é o caso.
Sei que Deus mandou profetas andarem nus, profetizar e fazer coisas estranhas como esconder cintos de couro para apodrecerem. E ainda mandou outros comerem mel silvestres e gafanhotos e se vestir de peles de animais. Tudo isso fazia sentido naquela época, quando a revelação escrita, a Bíblia, não estava pronta, e os profetas eram os instrumentos de Deus para sua revelação especial e infalível. Não vejo nenhuma semelhança entre pastor pião e a pastora leoa e o profeta Isaías, que andou nu e descalço por três anos como símbolo do que Deus haveria de fazer ao Egito e à Etiópia (Is.20.2-4). Eu sei que o mundo sempre vai zombar dos crentes, mas que esta zombaria, como queira Paulo, seja o resultado da pregação da cruz, da proclamação das verdades do evangelho, e não o fruto de nossa insensatez.

Eu não me envergonho da loucura do evangelho, mas das loucuras de alguns que se chamam evangélicos.

Augustus Nicodemos. Livro: O Ateísmo Cristão e outras ameaças à Igreja. Editora: Mundo Cristão.