sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Fórum Apolo - Apologia bíblica para adolescentes e jovens



De 15 a 21 de fevereiro, quando milhares de cristãos evangélicos estarão reunidos em Campina Grande – PB, com alguns dos mais conhecidos conferencistas brasileiros, para o maior encontro de apologia cristã da América Latina, a AMME Evangelizar e o Ministério Salva Vidas vão envolver adolescentes e jovens nesse debate. Será o Fórum Apolo, mais uma iniciativa e envolvimento de adolescentes e jovens como alvos e como agentes da missão bíblica da Igreja, dentro da agenda da 14ª Consciência Cristã, em parceria com a VINACC.

Proposta
O objetivo do programa é envolver 200 adolescentes e jovens evangélicos, de 14 a 24 anos de idade, das diversas denominações, em um programa onde a experiência com a apologia bíblica produza: a) Fortalecimento da fé racional; b) Consciência de pertencimento ao Corpo de Cristo; c) Capacitação na evangelização apologética; d) Experiência de modelo exemplar para ações ministeriais com adolescentes e jovens.

Currículum
O programa terá 39 horas de formação e será dividido em duas frentes: Alicerce e Hora da Verdade. A frente Alicerce conterá princípios fundamentais que prepararão os participantes para o segmento mais experiencial, contará com 9 horas e utilizará principalmente exposições dinâmicas com auxílio de áudio-visuais e atividades de grupo. A frente Hora da Verdade consistirá na prática da apologia bíblica, contará com 30 horas e utilizará entrevistas de campo, pesquisa, trabalho em grupo e debate monitorado.

Conteúdo da frente Alicerce: a) SUPER20 – a importância do adolescente e do jovem no crescimento da Igreja; b) END – Enfrentamento do desvio, contornos e motivos do desvio de adolescentes e jovens; c) Biblia – seis aspectos da bibliologia abordados conforme a teologia bíblica; d) VOS – o método indutivo de estudo bíblico na pregação de Isaías e de Jesus; e) Apologia bíblica – a apologia responsiva no contexto da pós-modernidade; f) Epistemologia – a construção da fé racional para o adolescente nascido em lar evangélico. Conteúdo da frente Hora da Verdade: os participantes praticarão o que aprenderam tanto no exercício de apologia interna (endo-apologia) como no exercício de apologia externa (exo-apologia).

O Fórum Apolo abriu 200 vagas para adolescentes e jovens até 24 anos de idade, 160 das igrejas de Campina Grande – PB e 40 para participantes de outras cidades e estados. Para participar, faça a inscrição com a VINACC pelo telefone (83) 3342-4654. A inscrição é de 40,00 e inclui o almoço dos 6 dias, apostila, colete e material de campo, além da participação na programação. Não está inclusa a hospedagem e outras refeições. Para sugestão de hotel, fale com Tanisia nos telefones (83) 3321-3521 ou 9926-1222 (Hotel 40,00 a diária com o café da manhã).

Na caríssima graça de Cristo,

José Bernardo
AMME Evangelizar
Importante: A AMME Evangelizar é sustentada biblicamente, pelas ofertas de irmãos que amam a obra missionária. Para ofertar, deposite para AMME no Banco do Brasil, Ag. 3279-4, cc 20279-7. Para se tornar mantenedor e ofertar mensalmente entre em contato com nossos missionários pelo telefone (11) 4423 3222.

Construindo a fé racional - José Bernardo

O desafio de ser filho de crente

Como vimos no relatório SUPER20 da AMME e Salva Vidas, das pessoas que fizeram seu compromisso com Cristo na infância, 37,93% se afastou da fé, sendo que a maioria (63,6%) eram filhos de evangélicos e quase metade se afastou na adolescência. Daqueles que fizeram seu compromisso na adolescência 30,95% se afastou, sendo que mais da metade (53,84%) eram filhos de evangélicos e metade se afastou ainda na adolescência. Dos que se converteram na juventude, apenas 13,8% declarou haver se afastado e apenas cerca de 10% era filho de evangélicos. Esses dados referem-se apenas aos desviados que retornaram. Supõe-se que os números totais do desvio sejam ainda mais altos e mais tendentes ao desvio dos filhos de crentes.
Os filhos dos crentes, aqueles que se convertem como crianças e adolescentes, se desviam mais. Veja que, para conversões na juventude, o desvio é menor e o percentual dos filhos de crentes que se desviam é bem pequeno. Já para conversões na infância, quando a maioria dos filhos de famílias evangélicas aceita Jesus, há a maior taxa de desvio e o maior percentual de filhos de crentes desviados. Esse fenômeno é tão conhecido no meio evangélico, tão corriqueiro, tão comum, que muitos já o aceitam como normal e até ‘teologizam’ sobre isso: é necessário que o jovem cristão conheça o mundo para dar mais valor ao Evangelho, dizem. Isso é um absurdo!
Há algo errado em ser filho de crente? Há algum problema em se converter quando criança? É certo que não, muito pelo contrário, é um privilégio crescer na graça e no conhecimento enquanto se cresce na estatura. Então, qual a causa de tanto desvio? Essa parece ser uma questão apologética, mais especificamente uma questão de endo-apologia ou apologia interna. A observação nos leva a crer e, ainda que essa tese careça de mais pesquisa, já é bastante sólida, que há uma passagem na puberdade onde é necessária uma mudança na natureza da fé. Essa mudança deveria ser feita em um processo de questionamento e resposta.
O fato é que antes da puberdade, desde o nascimento, a criança desenvolve uma fé afetiva, baseada na imitação das pessoas com quem se relaciona afetivamente: os pais e os professores do culto infantil, por exemplo. Essa fé afetiva é muito válida e bíblica também: sustenta a criança em Cristo e na Igreja durante toda a infância. A partir do início da puberdade, porém, dos onze anos em diante, na média, o cérebro humano passa por uma mudança radical, desenvolvendo habilidades motoras inicialmente, logo seguidas das habilidades emocionais. O ambiente em que o adolescente vive também se amplia, se torna menos afetivo, mais competitivo, mais cheio de informação, questionamento e dúvida. A fé afetiva da infância já não é suficiente, agora é necessária uma fé racional, capaz de responder a qualquer pessoa que lhe pedir razão da esperança que têm. Essa fé racional se desenvolveria em dois estágios: a) fé argumentativa, na adolescência recente; b) fé experiencial, na adolescência seguinte.
Como essa fé racional se desenvolve a partir do questionamento, pessoas que se convertem na adolescência e na juventude, vindas de famílias não evangélicas, tem mais chances de passarem por esse processo e achar as respostas que construirão uma fé suficiente para mantê-las através da adolescência, juventude e pela idade adulta a dentro. Aos filhos dos evangélicos, porém, não é permitido o questionamento. Eles devem ser crentes, muitos já são batizados, não podem duvidar, não tem a quem perguntar. A dúvida seria vista como um sinal de fraqueza, é um tabú, então fica oculta, nunca é sanada e começa a produzir o efeito destrutivo que culmina no desvio. É urgente que a Igreja construa uma endo-apologia capaz de levar seus adolescentes e jovens ao verdadeiro culto racional. Essa será nossa melhor resposta ao desvio que afronta nossos filhos.
 Esse artigo é parte da apostila do aluno no Fórum Apolo teen/ Campina Grande – PB, programa da parceria AMME Evangelizar, ministério Salva Vidas e VINACC, a ser realizado de 16 a 21 de fevereiro, dentro da programação da 14a Consciência Cristã.