segunda-feira, 30 de novembro de 2009

EVANGELIZAÇÃO MISSIONÁRIA: ESTRATÉGIA HUMANA OU SOBERANIA DIVINA?

Escrevi esta carta em resposta a uma dúvida sobre: "estratégia humana e soberania de Deus em missões" enviada por uma missionária no campo. O nome foi trocado por questões óbvias.




Querida Ana,

Em primeiro lugar, muito obrigado por ter escrito sobre este assunto. Eu me sinto honrado em poder pastorear os missionários que estão no campo, pode usar e abusar.

Quanto ao assunto que você escreveu, vamos lá. Quando eu vejo o processo de evangelização no geral, sempre gosto de analisar em duas dimensões que se complementam. Por um lado vejo a soberania de Deus, fato inequívoco fartamente registrado nas Escrituras. Lá encontramos, por exemplo, que o homem não pode buscar a Deus por si só (Rm 3: 10 – 18); também descobrimos que a própria fé é um dom de Deus (Ef 2: 8, 9), logo, não é o homem com sua estratégia evangelística que converte o pecador, é Deus que vai ao encontro dele e acrescenta-o ao rebanho.

Nesse contexto devemos pensar o seguinte: “então não importa como eu pregue, uma vez que é o Senhor quem converte?” Não, não é bem assim. A evangelização requer estratégia humana sim, eu até diria estratégia cultural. Um exemplo é a língua. Para que o Evangelho seja compreendido eu devo pregar em uma língua que o ouvinte compreenda. Já pensou alguém pregando em sawi em plena Praça da Sé em São Paulo? É neste ponto que ressalto o uso de uma estratégia, por mínima que seja, para que a proclamação faça sentido (At 18: 4; 19: 8; 1 Co 9: 19 – 23). Quando pensamos em evangelização transcultural, o assunto se torna complexo, pois mesmo que utilize uma tática absurda para pregar em uma praça, eu, todavia, estou impregnado da mesma cultura daquele que me houve, pelo menos em aspectos gerais – a representação subjetiva do mundo.

É por isso que "Missões transculturais" é algo que deve ser debatido com seriedade, principalmente no que diz respeito às estratégias que devem ser utilizadas. Pensando em missões indígenas ao longo do tempo podemos avaliar em como houve erros na introdução do Evangelho. No passado, os missionários acreditavam que somente com a língua do outro poderiam eficazmente pregar a Palavra. Engano! Até mesmo hoje, muitos missionários nunca ouviram falar sobre “perspectivismo ameríndio”, ou seja, que a representação do mundo por parte deles é absolutamente dispare da nossa representação.

Vou apenas pincelar esta questão para que você entenda melhor. Nossa visão ocidental é demarcada pela racionalidade. Nós só consideramos humano aquele que partilha de uma razão, ou, num termo mais filosófico, um espírito. Pense você mesma, por que os Yanomami são seres humanos? Sua resposta vai na direção do que estou escrevendo agora: “Eles possuem alma”; ou, “eles possuem razão, são racionais”. Nesta dimensão encontramos uma concepção rígida do “ser”, pois ou é humano ou é animal – isto é o princípio da racionalidade. É neste contexto que pensamos: “ou se é cristão ou não, ou o sujeito é convertido ou ele não é”.

Já a visão indígena foge completamente desta lógica, pois para eles o que torna alguém semelhante é o corpo e não o espírito – é o princípio da animalidade. Lévi-Strauss informa que, enquanto a Universidade de Salamanca discutia se o índio tinha alma ou não (princípio da racionalidade), os Asteca afogavam os europeus aprisionados para verem se tinham corpo ou não (princípio da animalidade). Animalidade porque o corpo é o ponto de vista, logo não há problema, por exemplo, de um xamã se tornar um porco do mato ou um colibri, para ele isso é perfeitamente normal, enquanto para nós se trata de êxtase, blefe ou possessão (representação ligada à alma ou espírito). Há uma citação de Hans Staden no século XVI sobre Cunhambebe que diz o seguinte: “(...) Cunhambebe tinha à sua frente um grande cesto cheio de carne humana. Comia de uma perna, segurou-m’a diante da boca e perguntou-me se também queria comer. Respondi: ‘Um animal irracional não come um outro parceiro, e um homem deve devorar um outro homem? ’ Mordeu-a então, e disse: ‘Jauára ichê’ (Sou um jaguar)”. Percebeu o contraste? Quando temos este tipo de informação passamos a entender a inconstância indígena com relação ao cristianismo e às frases do tipo: “no passado eu era crente, ontem eu era um xamã, hoje sou uma sucuri”.

Com relação aos Yanomami, recomendo que você leia a minha dissertação de mestrado onde trato da atuação dos missionários no passado, a visão cultural que tinham e como isso contribuiu para a evangelização desses índios.

Concluo dizendo que não estou tratando de conflitos de valores aqui. As Escrituras informam claramente sobre este assunto. O que estou discutindo aqui se trata um pouco daquilo que devemos utilizar para a comunicação do Evangelho. Por isso afirmo que as estratégias são importantes na evangelização. Dependendo da atuação inicial você pode abrir como fechar a possibilidade da comunicação do Evangelho numa cultura ágrafa. Não basta apenas aprender a língua e transcodificar o índio pela nossa representação cultural (animismo, racionalidade, “coerência”, pontos excludentes etc.), temos que compreender a forma como eles vêem o mundo e ajustam suas práticas nestas representações. Por outro lado, não nos esqueçamos que somente os eleitos irão se converter, mas isso pertence à vontade soberana e oculta do nosso Deus (só para deixar claro que o mérito não está na estratégia, mas sim em Deus usar ou não da sua misericórdia).

Bem, espero ter ajudado um pouco. Que Deus a abençoe muito no campo missionário e que o Espírito Santo a mantenha animada e firme em fidelidade – isto é o mais importante para uma missionária de Cristo.

Um abraço.
Alfredo De Souza.

sábado, 28 de novembro de 2009

10 MANEIRAS DE FUGIR DO CHAMADO MISSIONÁRIO



1- Ignore o chamado de Jesus feito em João 4:35 para que olhemos os campos com atenção. Reconhecer as necessidades pode ser depressivo e muito desconfortável. E pode levar a uma preocupação missionária genuína. ("Vocês dizem: Mais quatro meses e teremos colheita. Porém, olhem bem para os campos... o que já foi plantado já está bom para ser colhido." - João 4:35)


2- Dirija toda sua energia para um alvo socialmente aceitável. Pode ser um ótimo salário, melhores qualificações, uma promoção no trabalho, um carro do ano, uma casa maior ou sustento para o futuro.

3- Case o mais rápido possível, de preferência com alguém que pense que"A Grande Comissão" é o que um patrão dá a seu empregado depois de uma grande venda. Depois do casamento, não se esqueça de "sossegar" por completo, estabelecer uma carreira e constituir família.

4- Fique longe de missionários. Seus testemunhos podem ser perturbadores. As situações que eles descrevem podem entrar em conflito com o estilo de vida materialmente confortável de sua casa.

5- Se você começar a pensar nos não alcançados, imediatamente pense naqueles países onde a abertura para a pregação do evangelho é inexistente. Pense apenas na Coréia do Norte, Arábia Saudita, China e outros países fechados. Esqueça as vastas áreas do globo, à espera de missionários. Nunca, nunca mesmo queira ouvir sobre 'abordagem criativa’, usadas nesses países.

6- Lembre-se sempre de suas falhas do passado. É irracional esperar que você vá melhorar algum dia. Não estude as vidas de Abraão, Moisés, Davi, Jonas, Pedro ou Marcos (que deram suas bolas-fora em um certo momento de suas vidas, mas não se afastaram).

7- Sempre pense que missionários são pessoas superdotadas e super-espirituais e que devem ser elevadas em pedestais. Mantendo essa imagem, você se sentirá confortável com seu próprio senso de inadequação. Sabendo que Deus não usa nunca pessoas normais como missionários, você não se sentirá culpado ao ter recusado tantas vezes o chamado de Deus.

8- Concorde com as pessoas que dizem que você não é indispensável onde está. Dê ouvido a todos os que dizem que a igreja local não sobreviverá sem você.

9- Preocupe-se incessantemente com dinheiro.

10- Se mesmo seguindo esses conselhos, você ainda sentir vontade de atender ao chamado, vá para o campo sem nenhum treino ou preparo. Em breve você estará de volta e ninguém poderá culpá-lo em não ter tentado.

UMA PEQUENA HISTÓRIA DE IMPACTO



Seria cativante visitar uma igreja do primeiro século e notar o seu programa de evangelismo. Poderiam informar-nos sem perda de tempo sobre a maneira de fazer uma igreja tornar-se conquistadora de almas. Se hoje pudéssemos viajar até essas antigas igrejas, sem duvida ficaríamos maravilhados com nossas descobertas.

Chegando em Éfeso, nossa visita seria mais ou menos assim:
“Boa tarde, Áquila! Sabemos que você é membro desta igreja. Queremos entrar e conversar".
"Sejam bem vindos. Entrem".
"Se não for demais, queremos que nos conte como as igrejas da Ásia Menor efetuam seu programa de evangelização. Lemos que antes você era membro da igreja em Corinto, depois em Roma e, agora, aqui em Éfeso. Portanto, você deve saber informar-nos com exatidão e clareza acerca do evangelismo do Novo Testamento. Também desejamos ver a igreja antes de regressarmos".
"Sentem-se. Já estamos na igreja. Ela se reúne em nossa casa".
"Vocês não têm templo?"
"Que quer dizer templo? Não, acho que não temos”.
"Diga-nos, Áquila, o que a igreja está fazendo para atingir a cidade com o evangelho?"
"Ora, já evangelizamos a cidade de Éfeso. Todos os habitantes desta cidade compreendem bem o evangelho".
"Que?"
"É verdade... acha isso extraordinário?"
"E com é que a igreja conseguiu fazer isso? Por certo vocês não têm rádio nem televisão. Realizaram, então, muitas cruzadas de evangelização?"
"Não. Como vocês provavelmente ouviram dizer, experimentamos evangelismo em massa nesta região, mas quase sempre terminávamos na cadeia!"
"E então, como fizeram tudo?"
"Oh, então não sabem? Somente visitamos todas as casas da cidade. Foi assim que a igreja evangelizou a princípio aquela cidade (At 5.42). Os discípulos evangelizaram a cidade inteira de Jerusalém em muito pouco tempo. Todas as igrejas da Ásia Menor seguiram esse exemplo."
"E esse método tem dado bons resultados em todos os lugares?"
"Sim. Tem havido tantas conversões que os líderes das religiões pagãs temem que suas religiões sejam extintas. Quando o irmão Paulo saiu de Éfeso pela última vez, lembrou-nos que deveríamos continuar evangelizando com o mesmo método" (At 20.20).
"Áquila, isso é maravilhoso! Nesse passo, quantas pessoas ouvirão o evangelho e o aceitarão?"
“Não ouviram ainda dizer? Já levamos o evangelho a todas as pessoas da Ásia Menor — tanto a gregos como a judeus"
"Ora, isso é impossível. Você não está realmente dizendo que cada pessoa já foi evangelizada, não é mesmo?"
"É verdade. Cada pessoa".
"Mas isso incluiria Damasco, Éfeso e dezenas de cidades grandes, aldeias e povoações — e também as tribos nômades do deserto. Quanto tempo foi necessário para as igrejas alcançarem todo esse povo?"
"Não muito tempo — exatamente 24 meses (At 19.10). O mesmo está acontecendo na África do Norte e no sul da Europa. O evangelho também já chegou à Espanha. Ouvimos falar de um país que se chama Inglaterra, e muitos cristãos já chegaram lá. Esperamos completar a Grande Comissão de Jesus antes do fim deste século".
"Áquila, o que você nos está contando é incrível. Vocês têm feito mais, em uma geração, do que nós em mil anos".
"Não compreendo a razão disso. Para nós foi algo simples. Pode ser que vocês tenham usado métodos errados de evangelização".

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Treinamento Evangelização Total Pernambuco




PRÓXIMOS TREINAMENTOS


12/12/2009 das 13:00h as 18:00h

Local: Jardim São Paulo

Igreja Batista Missionária do Jd. São Paulo

R:Jose de Almeida Seixas,145 – Jd.São Paulo – Recife – PE


19/12/2009 das 13:00h as 18:00h

Local: Janga/Paulista -PE

Igreja Episcopal Carismática do Janga

Av. Carlos Gueiros Leite, 1155 – Janga - Paulista – PE

O custo da inscrição para o treinamento é R$ 10,00, faça agora mesmo a inscrição pelo 0800-121911 ou pelo e-mail:


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Motivações divinas na obra missionária


ESCRITO POR: Hernandes Dias Lopes

O apóstolo Paulo está preso em Jerusalém não por praticar o mal, mas por fazer o bem. Ele chega não com mãos cheias de violência, mas com dádivas generosas para os crentes da Judéia. Ele não é um perturbador da paz, mas um ministro da reconciliação. Ele vem para falar ao seu povo sobre a vida eterna, mas seus confrades decidem matá-lo.
Quando a situação parecia um beco sem saída, Deus lhe abriu novas frentes para a obra missionária. O trabalho de Deus não é feito apenas quando tudo nos vai bem. O semeador rega o solo duro com suas próprias lágrimas. A promessa de vitória, entretanto, é segura, pois quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com júbilo trazendo os seus feixes. No exato momento em que Paulo estava preso, Deus apareceu para ele e Lucas relata: “Na noite seguinte, o Senhor, pondo-se ao lado dele, disse: Coragem! Pois do modo por que deste testemunho a meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma” (At 23.11). Destacamos neste versículo três fatores motivacionais para a obra missionária:
1. A presença de Deus – O Senhor se pôs ao lado de Paulo na hora da sua aflição mais agônica. E o fez não para fechar sua agenda, mas para abrir-lhe novos desafios. Se Deus está conosco triunfamos sobre as dificuldades. Se Deus está conosco, a oposição dos demônios, a perseguição do mundo e a fúria dos homens não podem frustrar essa agenda missionária estabelecida no céu. O que precisamos para fazer a obra de Deus não é tanto de calmaria à nossa volta, mas da sua presença conosco. Antes de Jesus enviar seus discípulos até aos confins da terra, prometeu estar com eles todos os dias (Mt 28.18-20). É a presença de Deus que nos motiva a fazer a sua obra.

2. O encorajamento de Deus – O Senhor disse para Paulo: Coragem! A obra missionária não pode ser feita com timidez. Precisamos entender que essa causa é divina, e, portanto, vitoriosa. Nós não fazemos a obra de Deus estribados em nossa própria força, mas na força do Onipotente. Não vencemos os desafios confiados nas reservas emocionais que possuímos, mas no encorajamento emanado do próprio Deus. Nossa força não vem de dentro, mas do alto. Não se trata de auto-ajuda, mas da ajuda do alto. O mesmo Deus que está conosco é aquele que nos encoraja. Precisamos ter coragem para não olharmos para as dificuldades e sim para as possibilidades. Precisamos ter coragem para não retrocedermos diante das nossas limitações. Precisamos ter coragem para não desanimarmos em face das armadilhas de Satanás, da perseguição do mundo e das agruras do próprio trabalho. Precisamos ter coragem para saber que a obra missionária está no coração de Deus, é feita na força de Deus e com os recursos providos pelo próprio Deus.

3. O comissionamento de Deus – O Senhor disse a Paulo que assim como ele havia dado testemunho em Jerusalém, deveria também dar testemunho em Roma. Paulo não morreria enquanto não cumprisse o projeto de Deus. O destino da nossa vida não está nas mãos dos homens, mas nas mãos do Eterno. É ele quem nos sustenta, protege e abre novas portas para a obra missionária. Paulo tinha o sonho de ir a Roma e de lá ser enviado à Espanha. Agora, Deus o comissiona a ir à capital do Império. É notório o fato de que a ida do apóstolo a Roma não era apenas uma vaga possibilidade, nem mesmo um mero sonho do veterano missionário mas uma determinação divina. Paulo chega à cidade de Roma preso, mas da prisão encoraja as igrejas, evangeliza a guarda pretoriana e escreve cartas que abençoam o mundo.
Hoje, esta igreja se prepara para uma viagem missionária. Temos a confiança que Deus está conosco. Ele mesmo é quem nos encoraja e nos comissiona. Conclamamos aos que ficam na retaguarda a sustentar em oração os que estão indo. Convocamos os que estão indo a dependerem totalmente da graça de Deus, fazendo a obra de Deus, na força de Deus e para a glória de Deus.

domingo, 15 de novembro de 2009

Paul Washer - Chorando pelas almas enganadas


Você vê? Aqui está o que o evangelismo moderno não entende: você só consegue levar uma pessoa até certo ponto. Você não percebe isso? E você não pode substituir o trabalho do Espírito de Deus por algum pequeno método de tirar um versículo fora de contexto, levar a pessoa a orar uma oraçãozinha e a declarar salva, de forma papal.

Você não percebe isso?
E você rouba isso das pessoas com seu pequeno e estúpido evangelismo. Você rouba isso das pessoas.
Você me diz: “Você está tão bravo, suas palavras são tão duras...”
Porque eu não deveria estar ao ver o evangelho ser prostituído desta forma?
E homens correm por um algum processinho.
Você não entende? Pessoas não são números. Elas têm olhos com cores diferentes. E eles têm cabelos com cores diferentes. E eles são diferentes em seus corações, com diferentes com problemas e choram por razões diferentes. E eles são pessoas! Eles não são grupos de pessoas. Eles são pessoas. E eles precisam de Cristo. E você os faz passar por um método patético e assinar um “cartão de decisão” e os declara salvos. E pela graça de Deus alguns realmente são salvos, mas não é por causa de você; é apesar de você.

E quanto a lidar com uma alma? Qual valor você põe em uma alma?
Em um caso um evangelista disse: “ore e convide Jesus para entrar em seu coração”.
A pessoa disse: "Bom, eu não me sinto confortável em orar em voz alta".

“Não tem problema. Simplesmente ore em seu coração”.

“Bem, eu realmente não sei como orar”.
“Está tudo bem. Eu oro por você e você repete as palavras depois de mim”.
Quantos vocês já viram isso acontecer?
“Você repete depois de mim”.
"Como é mesmo?".
“OK, nós faremos assim: eu irar orar e se é o que você quer dizer a Deus aperte a minha mão”.

Eis o poder de Deus...
Eles nem sequer mencionam Jesus. Eles mencionam uma decisão e uma oração e a sinceridade deles, ou suposta sinceridade, no lugar de: “eu sei que estou salvo; eu estou olhando para Jesus. Eu estou confiando nEle. Eu me lancei sobre Ele. Eu fiz meu ‘depósito’ e eu sei que Ele é capaz de guardá-lo até aquele último dia”. Algo contínuo e não uma “vacina”. “Já fiz isso”. Não, a evidência que você já “fez aquilo” é que você continua o fazendo. Você vê?

O primeiro se posiciona e ele está tremendo. O soldado o acerta com a lança e diz: “confesse”. E ele diz: “Iesous estin Kyrios” - Jesus é Senhor. E o soldado corta a cabeça dele e ele cai no chão. E o próximo toma seu lugar. “Jesus é Senhor”. E eles o matam. E o próximo toma seu lugar. “Jesus é Senhor”. E eles o matam. E, então, o evangelismo moderno na América pega essa passagem [Romanos 10.9] e eles dizem: “se você orar agora essa oraçãozinha, você confessou Jesus como Senhor e você está salvo”.

Você vê o que nós fizemos?

Isso não é nem perto o que o texto significa. É lamentável o que nós fazemos. Você é salvo somente através fé, crendo e olhando as Escrituras e o Espírito testemunhando a você que isso é verdade e você confiando em Cristo. A evidência disso, que você realmente creu e que sua vida foi transformada pela obra regeneradora do Santo Espírito, é que você passa a ser uma pessoa confessional. Com sua vida, você produz fruto. Com sua boca, você confessa a Jesus Cristo, mesmo que isso custe sua vida.

Paul Washer - Chorando pelas almas enganadas

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Nordeste pode ter choque missionário

No Brasil, ainda há lugares, especialmente na área rural, onde o conhecimento de Jesus é deficiente, ou ainda nem chegou. Pensando exatamente numa estratégia para mudar essa realidade, pastores do Nordeste do país organizaram uma Conferência Missionária regional que pode multiplicar as possibilidades de evangelização daquela região do Brasil. O evento, cujo tema é: "Onde Cristo ainda não foi anunciado", ocorrerá entre os dias 25 e 28 de novembro de 2009, na Igreja Batista do Calhau, em São Luís, no estado do Maranhão, e contará com preletores com grande experiência e prática nas mais diversas modalidades evangelísticas. O missionário Ronaldo Lidório e o pastor luterano Valdir Steurnagel, vice presidente da Visão Mundial Internacional desde o ano de 2006, estão entre os preletores.

De acordo com um dos organizadores da Conferência, o pastor Batista Ezequias Silva, a Igreja brasileira só justificará o seu verdadeiro crescimento e a sua razão de existir, quando todos os povos, raças, tribos e nações dentro do seu próprio território nacional forem alcançados pelo evangelho: "Entendemos que a glória do conhecimento de Deus inundará toda Terra (Hb. 2.14), quando a Palavra de Deus for pregada em todos os lugares e houver uma igreja ao alcance de cada povo. O Brasil, principalmente o Nordeste, ainda não conseguiu terminar o dever de casa!", argumenta Ezequias.

O pastor apresenta números que consolidam sua tese.

Realidade atual:
- Há 1.132 cidades com menos de 5% de evangélicos, a maioria no Nordeste.
- Mais de 35 mil vilas do interior da floresta amazônica ainda carentes do evangelho.
- Há dezenas de tribos indígenas sem nenhuma presença cristã.
- Existem aproximadamente 2.200 comunidades quilombolas no Brasil, sendo 642 no Maranhão, e quase todas sem igrejas e sem nenhum crente evangélico.
- Há ainda 6 milhões de sertanejos no Nordeste e muitos ainda não ouviram falar de Jesus.
- Várias comunidades ribeirinhas e dezenas de ilhas no Norte/Nordeste nunca receberam a Palavra de Deus.

É de olho neste panorama, nada animador, que a Igreja Nordestina se reunirá em novembro. Os pastores convidados como palestrantes são conhecidos por colocarem a "mão na massa" quando o assunto é evangelismo. Ao contrário de alguns "teóricos do Evangelho", Ronaldo Lidório, por exemplo, tinha 26 anos quando se mudou com a esposa para uma aldeia africana no interior de Gana, na África Ocidental. Lá, Lidório prestou assessoria à igreja Konkomba e consultoria antropológica e missiológica, não só entre os ganeses mas também entre outros nativos africanos. Após sete anos de trabalho, o missionário entregou o Novo Testamento traduzido inteiramente para uma das línguas dos Konkomba. Desde 2001, Lidório e sua esposa Rossana, tem se dedicado ao plantio de igrejas, à análise lingüística e tradução da Bíblia e ao desenvolvimento humano e social na Amazônia indígena.

Outro dos preletores no evento é o missionário da Sepal Oswaldo Prado, que atualmente coordena a área de expansão missionária no Brasil e no exterior. É o líder do Projeto Brasil 21, que mobiliza e treina pastores para plantação de novas igrejas em cidades não alcançadas pelo Evangelho. É ainda membro do Comitê de Missões da Aliança Evangélica Mundial.

Também estão entre os preletores os pastores, Raul Cavalcante, presidente das Assembléias de Deus de Imperatriz, no Maranhão, e Waldemaar Carvalho, presidente da Missão Kairós.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Igreja 100% fora do banco!!

Agradecemos a Deus por mais uma Conferência Missionária, cremos no poder de Deus que fez e fará grandes coisas em nossas vidas!
"Despertem ó tu que dormes levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará" Ef.5.14

Agradecemos, ao Ministério Muller Oliveira benção para nós! Ao Ministério Santidade vocês são escolhidas por Deus! Ao Missionário Cassiano e a Missionária Jozineide, amamos vocês! E ao Ministério Compaixão - todos os pacificadores - Deus tem muito mais a fazer em nossas vidas! Esperem!!!