quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Conselhos práticos aos novos Teólogos

Para saber mais a respeito das escrituras...

Quando fui despertado por Deus para conhecê-lO através das Escrituras, já fazia dois anos que eu havia professado que Cristo era meu Salvador. Assim, sofri muito na transição de minha ignorância para uma busca pela teologia bíblica. Aqui ficam alguns conselhos práticos aos meus irmãos que estejam passando pelo mesmo momento que passei naquela etapa de minha vida (a ordem dos tópicos não possui qualquer significado).

1. Ame a Bíblia
"Tenho prazer em teus mandamentos, porque os amo" (Sl 119:47). Tudo começa com uma luta ferrenha para pôr sua alegria onde ela deve estar: Em Deus (e em conhecê-lo, conseqüentemente). Ame os mandamentos de Deus, assim você terá alegria neles.

2. Invista em conhecimento
"A sabedoria é a coisa principal; adquire pois a sabedoria, emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento" (Pv 4:7). Quando queremos conquistar algo muito valioso, precisamos empregar algo em troca (tempo, dinheiro, etc). Para adquirir conhecimento, você precisará em- pregar tempo de estudo, dinheiro para comprar bons materiais, disposição de continuar estudando mesmo quando estiver sedento por fazer outras coisas, etc. Desgaste-se no que vale a pena, empregue tudo o que possuis na aquisição de entendimento.

3. Tenha amigos que saibam mais
"O que anda com os sábios ficará sábio, mas o companheiro dos tolos será destruído." (Pv 13:20). Você é mais influenciado pelas pessoas que você convive do que você pensa. Amigos piedosos que são mais maduros serão de grande ajuda para seu crescimento espiritual. Isso não significa uma proibição a andar com quem é menos sábio, mas põe primazia em ser influenciado por quem tem algo de bom para ensinar.

4. Seja ensinado
“E ele mesmo concedeu uns para... mestres” (Ef 4:11). Alguns menosprezam livros escritos por antigos teólogos alegando que precisam apenas da Bíblia. Não seja arrogante, você tem muito que aprender com quem veio antes de você. Procure um bom mestre (do passado ou do presente) e aprenda com o que ele tem a ensinar. O próprio Deus constituiu mestres na Sua Igreja. Não menospreze o cuidado de Deus.

5. Não seja um mestre aos próprios olhos
"Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo" (Tg 3:1). Algo que me amedronta muito são os blogs. Lá, qualquer um pode escrever qualquer coisa sobre qualquer assunto. Lembre-se que você ainda está descobrindo as verdades das Escrituras e, por isso, precisa ser muito cuidadoso no que vai passar adiante. Um sincero “eu ainda estou estudando sobre isso” evita muitos problemas futuros. O juízo de Deus cairá mais forte contra os falsos mestres.

6. Suporte o sofrimento
"E, dizendo ele isto em sua defesa, disse Festo em alta voz: Estás louco, Paulo; as muitas letras te fazem delirar" (At 26:24). Não tenha dúvida, o sofrimento virá. Você perceberá que não precisa- rá de nada mais do que defender o sola scriptura para ser alvo de todo tipo de ataque do inimigo. Paulo foi acusado de delirar. Eu fui acusado de ser enganado por demônios. Você será acu- sado de algo. Esteja firme em Cristo quando isso vier.

Fonte: Por Yago Martins. © Voltemos Ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Uma Lição de Spurgeon Acerca do Evangelismo

Regenerar homens para Deus é uma meta honrada dos ministros de Cristo..

É praticamente impossível encontrar um sermão impresso de Spurgeon que não contenha algum tipo de apelo ao não-convertido. Eles estão cheios de alegações, argumentos, alertas e instruções aos pecadores, chamando-os e convidando-os a virem a Cristo. A própria atitude de Spurgeon é refletida no retrato de João Bunyan de um verdadeiro ministro do evangelho, em O Peregrino. Em seu primeiro sermão, na igreja de New Park Street, ele utilizou essa cena para descrever como o ministro do evangelho deve considerar as almas de homens e mulheres:
João Bunyan fornece-nos um retrato de um homem a quem Deus tencionou tornar um guia para os céus; vocês já observaram como esse quadro é bonito? Esse homem tem uma coroa da vida sobre sua cabeça, a terra encontra-se debaixo de seus pés, está de pé como se implorasse aos homens e com o melhor dos Livros em suas mãos. Oh! Como eu gostaria, por um só momento, ser esse tipo de pregador; que pudesse arrazoar com os homens, assim como João Bunyan descreve. Todos somos embaixadores de Cristo e, nesta qualidade, devemos suplicar aos homens, como se Deus lhes falasse por nosso intermédio. Como eu gosto de ver um pregador que chega às lágrimas! Como gosto de ver um homem que é capaz de chorar por causa dos pecadores, um homem cuja alma anela pelos ímpios, como se ele pudesse, de alguma forma, trazê-los ao Senhor Jesus Cristo! Não consigo compreender um homem que sobe ao púlpito e apresenta um discurso frio e indiferente, como se não tivesse interesse pela alma de seus ouvintes. Creio que o verdadeiro ministro do evangelho é aquele que tem um real anseio pelas almas, demonstrado em uma atitude semelhante à de Raquel, quando clamou: Dá-me filhos, senão morrerei.. Esse ministro também clamará a Deus, para que veja os eleitos do Senhor nascerem e serem trazidos para Deus. E, conforme penso, todo o verdadeiro crente deve ser extremamente zeloso na oração em favor das almas dos ímpios; e quando fazem isto, Deus os abençoa abundantemente e a igreja prospera! Porém, amados, mesmo vendo almas condenadas, quão poucos se importam com elas! Os pecadores podem afundar no lamaçal da perdição; entretanto, poucas lágrimas são derramadas por eles! O mundo inteiro pode ser levado por uma torrente ao precipício de condenação, e, apesar disso, quão poucos realmente clamam a Deus em favor dessas pessoas! Quão poucos homens dizem: Oh! Que a minha cabeça se tornasse em águas, e os meus olhos, em fonte de lágrimas! Então, choraria de dia e de noite os mortos da filha do meu povo! Não lamentamos diante de Deus pela perda da alma dos homens, como seria próprio aos cristãos fazerem.

Spurgeon argumentou que não apenas certos tipos de pregadores podem ser ganhadores de almas. Na verdade, todo o pregador deveria labutar seriamente para ver seus ouvintes salvos.

A menos que conversões sejam constantemente vistas, em todas as nossas congregações um clamor amargo deveria ser levantado a Deus. Se nossa pregação jamais salva uma alma (e isto não é comum acontecer) não deveríamos glorificar a Deus melhor como lavradores ou comerciantes? Que honra pode o Senhor receber de pregadores inúteis? O Espírito Santo não está conosco, nem estamos sendo usados por Deus, para os seus gloriosos propósitos, a menos que almas estejam sendo despertadas para vida eterna. Irmãos, será que podemos suportar o sermos inúteis? Podemos ser estéreis e, ainda assim, estar contentes?.

Para Spurgeon, essa paixão era inextinguível. Ele viu, de forma bastante exata, que a glória de Deus estava em jogo.

Novamente, se tivermos de ser revestidos do poder do Senhor, precisamos sentir um intenso anelo pela glória de Deus, e pela salvação dos filhos dos homens. Mesmo quando somos os mais bem-sucedidos, precisamos anelar por mais êxito. Se Deus tem nos dado muitas almas, precisamos ansiar por milhares de vezes o que temos. A satisfação com os resultados será a morte lenta do progresso. Não é bom para o homem pensar que não pode melhorar. Ele não possui santidade, se acha que já é útil o suficiente.. Essa paixão ardente inevitavelmente determinará como um homem prega. Por um lado, ela o levará a empenhar-se para ser claro em seu discurso. Devemos dizer a nós mesmos: Não, eu não posso usar esta palavra difícil, pois aquela pobre senhora que senta naquele lugar não me compreenderia. Não posso salientar aquela dificuldade obscura, pois aquela pobre alma poderá ser confundida por tal dificuldade e não aliviada por minha explanação.... Se você ama os seres humanos, você amará menos as palavras difíceis..

O objetivo de ver almas ganhas para Cristo através da pregação também levará o pregador a labutar para ser interessante. .Como, em nome da razão, podem almas se converter por meio de sermões que embalam as pessoas a dormir?. É por esse motivo que o humor pode ter um papel legítimo na pregação. Spurgeon ponderou que é .crime menos grave causar uma risada momentânea do que um sono profundo de meia hora..

Ele é tão enfático nisto, que é fácil compreendê-lo de maneira errônea. Spurgeon não estava argumentando que o pregador é responsável pelo sucesso evangelístico de seu ministério; é responsável pela fidelidade à tarefa de evangelizar. Deus, em sua soberania, salvará aqueles que Ele quiser, quando e onde quiser. Spurgeon jamais duvidou disso. Todavia, ele se recusou a nos permitir esquecer que no âmago de um ministério fiel reside uma profunda paixão pelas almas de homens e mulheres. Ele disse: Se os pecadores serão condenados, que pelo menos pulem para o inferno passando por cima de nossos corpos. Se perecerem, que pereçam com nossos braços e mãos tocando os seus joelhos, implorando que fiquem. Se o inferno tiver de ser cheio, pelo menos que seja cheio apesar de nossos esforços, e que ninguém entre ali sem estar avisado e sem que se tenha intercedido por essa pessoa..

Se nossa doutrina não conduz à devoção, alguma coisa está tremendamente errada. Não terminaremos nossa tarefa até que a cabeça, o coração e as mãos concordem. Tal integração santificada de nossa personalidade não será alcançada até que vejamos o Senhor face a face. Mas temos de nos esforçar para alcançar esse objetivo, aqui e agora. Tendo recebido o evangelho, precisamos estar engajados no evangelismo. E, quanto mais claramente tivermos assimilado o evangelho, tanto mais apaixonados haveremos de nos entregar à evangelização.

- Tom Ascol.



segunda-feira, 27 de agosto de 2012

McDonaldização do Evangelho

As igrejas evangélicas buscando uma concepção aceitável de evangelismo fez com que, ao longo dos anos, fosse assimilando a ideia de repassar (anunciar) Cristo de forma rápida e padronizada. Focalizando a motivação existencial em números. Avaliando o fruto pela quantidade, não pela qualidade. Instigando uma guerra onde não há vencedores.
O cristianismo pós-moderno coloca Deus dentro de um molde humano, consequentemente se limita e boicota a Verdade contida no Evangelho. Infelizmente, tem havido uma banalização do poder de Deus, contribuindo substancialmente para que haja crentes "fantoches", resultado da Mcdonaldização do evangelismo.
A igreja se tornou uma grande lanchonete do Mcdonald's. Moderna na estrutura física, atrativa no marketing, rápida na produção e padronizada no mundo. Partindo dessa linha de pensamento, cada crente se torna um Big Mac que será tragado por consumidores (líderes eclesiásticos), que de igual modo são seres padronizados.
A vida proporciona circunstancias que culminam em necessidades especificas a cada ser humano. Todavia, a padronização eclesiástica influenciada pela Mcdonaldização do evangelismo prega o oposto. Às vezes parece que há uma fôrma onde se coloca a pessoa evangelizada para eliminar as virtudes e qualidades distinguíveis a cada individuo.
Cada pessoa é individual e não pode ser tratada como uma mera linha de produção de sanduíches. O cristão Mcdonaldizado é aquele que vive simplesmente para ser o que todos outros já foram. Apenas mais uma cópia da igualdade inquestionavelmente discrepante.
O mundo tem feito dos seres humanos doutores em ativismo e mestres em imediatismo. Infelizmente, a igreja protestante assimilou esse ensino com bastante ênfase. Trabalha-se exaustivamente na obra de Deus, mas não se tem tempo para o próprio Deus. Traça-se um evangelismo relâmpago, com resultados rápidos, produzindo conversões momentaneas. O cristão Mcdonaldizado no ativismo e no imediatismo é aquele que faz de tudo, porém não chega a lugar algum.
O estilo de evangelismo que se faz determina a maneira de ser da igreja. Com certeza isso explica o porque de tanta rejeição eclesiastica, pois os cristãos assimilaram com maior eficacia a estrategia de crescimento do Mcdonald's do que a simplicidade de se espelhar em Jesus Cristo.
Que Deus nos ajude.
Vinicius Seabra. Professor das áreas de teologia e administração; diretor do Seminário Evangelico de Teologia da America Latina; presidente da Missão Tocando as Nações e pastor da Comunidade da Fé - Igreja Cristã em Goiâna, Góias, Brasil.

sábado, 25 de agosto de 2012

A verdade sobre missões - Paul Washer

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Irmãos, assistam esse pequeno vídeo, seja impactado por essas palavras que soa forte mais concordamos que é uma verdade! Entendemos que para a obra missionária é necessário preparação teológica, precisamos   nos preparar, eles não precisam da nossa vida e sim do Evangelho que de forma correta precisa ser proclamado!! Que essas palavras mude nosso conceito do que é evangelizar e que possamos realmente viver assim... de forma que Deus seja glorificado quando os homens vê as nossas obras! 
Miss. Morgana Mendonça.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Motivações divinas na obra missionária

O apóstolo Paulo está preso em Jerusalém não por praticar o mal, mas por fazer o bem. Ele chega não com mãos cheias de violência, mas com dádivas generosas para os crentes da Judéia. Ele não é um perturbador da paz, mas um ministro da reconciliação. Ele vem para falar ao seu povo sobre a vida eterna, mas seus confrades decidem matá-lo.

Quando a situação parecia um beco sem saída, Deus lhe abriu novas frentes para a obra missionária. O trabalho de Deus não é feito apenas quando tudo nos vai bem. O semeador rega o solo duro com suas próprias lágrimas. A promessa de vitória, entretanto, é segura, pois quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com júbilo trazendo os seus feixes. No exato momento em que Paulo estava preso, Deus apareceu para ele e Lucas relata: “Na noite seguinte, o Senhor, pondo-se ao lado dele, disse: Coragem! Pois do modo por que deste testemunho a meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma” (At 23.11). Destacamos neste versículo três fatores motivacionais para a obra missionária:

1. A presença de Deus – O Senhor se pôs ao lado de Paulo na hora da sua aflição mais agônica. E o fez não para fechar sua agenda, mas para abrir-lhe novos desafios. Se Deus está conosco triunfamos sobre as dificuldades. Se Deus está conosco, a oposição dos demônios, a perseguição do mundo e a fúria dos homens não podem frustrar essa agenda missionária estabelecida no céu. O que precisamos para fazer a obra de Deus não é tanto de calmaria à nossa volta, mas da sua presença conosco. Antes de Jesus enviar seus discípulos até aos confins da terra, prometeu estar com eles todos os dias (Mt 28.18-20). É a presença de Deus que nos motiva a fazer a sua obra.

2. O encorajamento de Deus – O Senhor disse para Paulo: Coragem! A obra missionária não pode ser feita com timidez. Precisamos entender que essa causa é divina, e, portanto, vitoriosa. Nós não fazemos a obra de Deus estribados em nossa própria força, mas na força do Onipotente. Não vencemos os desafios confiados nas reservas emocionais que possuímos, mas no encorajamento emanado do próprio Deus. Nossa força não vem de dentro, mas do alto. Não se trata de auto-ajuda, mas da ajuda do alto. O mesmo Deus que está conosco é aquele que nos encoraja. Precisamos ter coragem para não olharmos para as dificuldades e sim para as possibilidades. Precisamos ter coragem para não retrocedermos diante das nossas limitações. Precisamos ter coragem para não desanimarmos em face das armadilhas de Satanás, da perseguição do mundo e das agruras do próprio trabalho. Precisamos ter coragem para saber que a obra missionária está no coração de Deus, é feita na força de Deus e com os recursos providos pelo próprio Deus.

3. O comissionamento de Deus – O Senhor disse a Paulo que assim como ele havia dado testemunho em Jerusalém, deveria também dar testemunho em Roma. Paulo não morreria enquanto não cumprisse o projeto de Deus. O destino da nossa vida não está nas mãos dos homens, mas nas mãos do Eterno. É ele quem nos sustenta, protege e abre novas portas para a obra missionária. Paulo tinha o sonho de ir a Roma e de lá ser enviado à Espanha. Agora, Deus o comissiona a ir à capital do Império. É notório o fato de que a ida do apóstolo a Roma não era apenas uma vaga possibilidade, nem mesmo um mero sonho do veterano missionário mas uma determinação divina. Paulo chega à cidade de Roma preso, mas da prisão encoraja as igrejas, evangeliza a guarda pretoriana e escreve cartas que abençoam o mundo.

Hoje, esta igreja se prepara para uma viagem missionária. Temos a confiança que Deus está conosco. Ele mesmo é quem nos encoraja e nos comissiona. Conclamamos aos que ficam na retaguarda a sustentar em oração os que estão indo. Convocamos os que estão indo a dependerem totalmente da graça de Deus, fazendo a obra de Deus, na força de Deus e para a glória de Deus.


Hernandes Dias Lopes
É natural de Nova Venécia-ES. Casado com Udemilta Pimentel Lopes, pai de Thiago e Mariana. Fez o seu curso de Bacharel em Teologia no Seminário Presbiteriano do Sul em Campinas-SP no período de 1978 a 1981 e o seu Doutorado em Ministério no Reformed Theological Seminary, em Jackson, Mississippi, nos Estados Unidos no período de 2000 a 2001. Foi pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Bragança Paulista no período de 1982 a 1984 e desde 1985 é o pastor titular da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória-IPB. Atualmente é Presidente da Comissão Nacional de Evangelização da Igreja Presbiteriana do Brasil.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Aprenda a ser Cristão de verdade

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Quais são as suas motivações missionárias?
Qual a parte do IDE você não entendeu?
Você, Igreja Livre o que tem feito?
Pense!
Mateus 10.33: "Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus."

“O tempo de Deus é perfeito”: O testemunho de um cristão da Etiópia



Em 20 de março de 2012, após quase dois anos de prisão, Tamirat WoldeGorgis foi finalmente libertado. Marido e pai de duas filhas, ele foi condenado a três anos de prisão acusado de supostamente profanar o Alcorão. Sua prisão aconteceu após um desentendimento entre ele e um amigo muçulmano. O conflito resultou em um assalto a Tamirat. Na noite de 02 de julho de 2010, vários extremistas islâmicos liderados por seu colega de quarto, se aproximaram dele e começaram a insultar sua fé e a ameaçalo de morte. Quando o primeiro golpe atingiu seu rosto, Tamirat gritou pedindo ajuda.

Moradores da aldeia vizinha, de maioria muçulmana, rapidamente vieram o em seu auxilio, mas logo que ficaram sabendo os motivos pelos quais ele estava sendo agredido, se voltaram contra ele. Felizmente, haviam policiais à paisana na região. Inicialmente os policiais queriam ajudar Tamirat. No entanto, ao ouvir as acusações dos agressores que alegavam que Tamirat havia difamado o Islam, os políciais também o maltraram e o levaram sob custódia. No dia seguinte, dois irmãos na fé foram à delegacia para visitar Tamirat e descobriram o motivo de sua prisão. Quando perguntaram sobre ele, os policiais responderam asperamente que ele fora preso por insultar o Islã. Embora conhecessem Tamirat por pouco tempo, eles acharam muito estranha e inveridica a acusação, e cautelosamente tentaram defendê-lo. Isso provocou uma reação ainda mais agressiva por parte dos policiais e sem qualquer justificativa, os dois homens ficaram presos por vinte dias.

"No terceiro dia, amarraram minhas mãos e pernas e me bateram", compartilhou Tamirat". “Eles queriam que eu 'confessasse' que insultei o Islã e que eu escrevesse páginas do Alcorão. O interrogador me explicou que se eu confirmasse as acusações, eles melibertariam". Tamirat se recusou, dizendo que todas as acusações eram falsas. E explicou-lhes que tinha um acordo com seu companheiro de quarto que lhe devia dinheiro, mas que este para se livrar da divida havia planejado mata-lo. Então, o interrogador levou a Tamirat um formulário para assinar, que aparentemente reconhecia que ele havia passado por um interrogatório. O conteúdo do formulário estava em somali, uma língua que Tamirat não entendia. Inconscientemente como um bom cidadão, Tamirat assinou o formulário.

Somente quando seu caso foi levado perante o tribunal, ele ficou sabendo do que de fato se tratava o documento. Ao assinar o documento ele foi enganado e induzido a admitir a culpa. Tamirat pediu desesperadamente a oportunidade dese defender e afirmar a sua inocência. Mas o juiz negou-lhe esse direito e deu o veredicto. Tamirat foi condenado a três anos de prisão. Na prisão compartilhaou uma célula de 4m x 4m com outros quarenta presos. Além de todas as condições insalubres da prisão, Tamirat se sentia completamente isolado de todos os seus relacionamentos. Nem mesmo seu advogado, nem os líderes de sua igreja tinham autorização para visita-lo. Doze meses depois, Tamirat já não tinha mais esperança de sair da prisão. O Supremo Tribunal havia negado a todos os seus apelos.

Tamirat tinham medo de revelar o motivo de sua prisão a outros detentos. Ele dividia a cela com perigosos criminosos muçulmanos e temia a reação deles compartilhasse sua fé em Cristo. "Mas, sendo um cristão devoto, era impossível esconder minha fé e o confronto não poderia ser evitado por muito tempo." A data do julgamento de Tamirat foi adiada por várias vezes. Ele não recebeu nenhuma notícia ou visita. Sentiu-se totalmente esquecido. “Por muitos meses eu não sabia que os cristãos estavam orando por mim”, disse Tamirat. “Ninguém foi autorizado a fazer contato comigo ou falar comigo mesmo quando estive no Tribunal”. Mas em um dia específico no Tribunal, Tamirat percebeu algumas pessoas tentando fazer contato visual com ele, como se dissessem "estamos aqui por você". Quando o juiz chamou Tamirat, ele viu os homens curvando a cabeça e ele sabia que eram cristãos e que estariam orando por ele naquele momento. Pela primeira vez em meses, uma alegria indescritível tomou conta de Tamirat.

O encontro com aqueles cristãos significava muito para Tamirat. Ele foi animado com a presença deles ali e Deus os usou para dizer que ele não estava sozinho nesse momento dificil. Embora estivesse fisicamente separado dos seus irmãos em Cristo, ele sabia as orações os unia como família. Ter a certeza de que irmãos estavam orando por ele, era o que Tamirat precisva para enfrentar os próximos meses na prisão. "Eu estava totalmente convencido de que meu caso estava nas mãos do Senhor."

Finalmente, saiu veredito do juiz. Eles não conseguiram encontrar provas para incriminá-lo, mas o juiz também não queria absolve-lo das acusações. Então, sua sentença foi diminuida para dois anos. A essa altura, ele já havia cumprido 16 meses de prisão. Cinco meses depois, Tamirat foi libertado. Na noite de 20 março de 2012, Deus falou com Tamirat através de um sonho. "Deus me disse que eu seria liberado no dia seguinte". Sua libertação aconteceu de repente. Em circunstâncias normais, os presos são ordenados a tomar banho e lavar suas roupas antes de sairem da prisão. Mas com Tamirat isso não aconteceu.

Tamirat não tinha idéia do que estava esperando por ele do lado de fora da prisão. Grande foi sua alegria quando viu vários cristãos à sua espera em frente à prisão, alegres e louvando a Deus por sua libertação. "Que toda a glória seja dada a Deus, que me sustentou e guardou nas horas mais dificeis. O tempo de Deus é perfeito, Ele me fez mais forte e fortaleceu a minha fé. Agradeço tambem à Portas Abertas pelo apoio, preocupação e pelas orações”. Tamirat recebeu livros cristãos de apoio da Portas Abertas.

FontePortas Abertas
TraduçãoMarcelo Peixoto


quinta-feira, 26 de abril de 2012

A Reforma e Missões

A Presença da Igreja como agente de expansão da Palavra pregada.

A Reforma Protestante desencadeada com as 95 teses de Lutero divulgadas em 31 de outubro de 1517 foi sobretudo eclesiástica em um momento em que todos os olhares se voltavam para a reestruturação daquilo que a Igreja cria e vivia. Renasceram assim os dogmas evangélicos. A Sola Scriptura defendia uma Igreja centrada nas Escrituras, Palavra de Deus; a Sola Gratia reconhecia a salvação e vida cristã fundamentadas na Graça do Senhor e não nas obras humanas; a Sola Fide evocava a fé e o compromisso de fidelidade com o Senhor Jesus; a Solus Christus anunciava que o próprio Cristo estava construindo Sua Igreja na terra sendo seu único Senhor e a Soli Deo Gloria enfatizava que a finalidade maior da Igreja era glorificar a Deus. 

 A Missão da Igreja, sua Vox Clamantis, não fez parte dos temas defendidos e pregados na Reforma Protestante de forma direta. Isto por um motivo óbvio: os reformadores como Lutero, Calvino e Zuínglio possuíam em suas mãos o grande desafio de reconduzir a Igreja à Palavra de Deus e assim todos os escritos foram revestidos por uma forte convicção eclesiológica e sem uma preocupação imediata com a missiologia. Isto não dilui, entretanto, a profunda ligação entre a reforma e a obra missionária por alguns motivos:

a) A Reforma levou a Igreja a crer que o curso de sua vida e razão de existir deveriam ser conduzidos pela Palavra de Deus (submetendo o próprio sacerdócio a este crivo bíblico) e foi justamente esta ênfase escriturística que despertou Lutero para a tradução da Palavra na língua do povo e inspirou posteriormente centenas de traduções populares em diversos idiomas fomentando posteriormente movimentos como a Wycliffe Bible Translators, com a visão da tradução das Escrituras para todas as línguas entre todos os povos da terra. Hoje contamos com a Palavra do Senhor traduzida para 2.212 línguas vivas. João Calvino enfatizava que “... onde quer que vejamos a Palavra de Deus pregada e ouvida em toda a sua pureza... não há dúvida de que existe uma Igreja de Deus ”. O grande esforço missionário para a tradução bíblica resulta diretamente dos ensinos reformados.

b) A Reforma reavivou o culto onde todos os salvos, e não apenas o sacerdote, louvavam e buscavam a Deus. E Lutero em uma de suas primeiras atitudes colocou em linguagem comum os hinos entoados nos cultos. Esta convicção de que é possível ao homem comum louvar a Deus incorporou na Igreja pós reforma o pensamento multiétnico onde “o desejo de levar o culto a todos os homens”, como disse Zuínglio, não demorou a ressoar na Igreja culminando com o envio de missionários para o Ceilão pela Igreja Reformada holandesa no século XVII. Tal fato disparou um progressivo envio missionário e expansão da fé Cristã nos séculos que viriam. Um culto vivo ao Deus vivo foi um dos pressupostos reformados que induziu a obra missionária a levar este culto a todos os homens transpondo barreiras linguísticas, culturais e geográficas.

c) A Reforma trouxe a Glória de Deus como motivo de vida da Igreja e isto definiu o curso de todo o movimento missionário pós reforma onde o estandarte de Cristo, e não da Igreja, era levado com a Palavra proclamada entre outros povos. Os morávios já testificavam isto quando o conde Zinzendorf, ao ser questionado sobre seu real motivo para tão expressivo e sacrificial movimento missionário, responde: “estou indo buscar para o Cordeiro o galardão do Seu sacrifício”. John Knox na segunda metade do século XVI escreveu que a Genebra de Calvino era “a mais perfeita escola de Cristo que jamais houve na terra desde a época dos apóstolos”. O centro das atenções portanto era Cristo e nascia ali um modelo cristocêntrico de pregação do evangelho que marcaria o curso da história missionária nos séculos posteriores.

Mas, sobretudo, a Reforma Protestante submeteu a Igreja ao crivo da Palavra e isto revelou-nos a nossa identidade bíblica, segundo o coração de Deus. Seguindo o esboço desta eclesiologia reformada poderemos concluir que somos uma comunidade chamada e salva pelo Senhor com uma finalidade na terra. Zuínglio, logo após manifestar sua intenção de passar a pregar apenas sermões expositivos em janeiro de 1519, afirmou em sua primeira prédica que “a salvação põe sobre nós a responsabilidade de obediência ”.

Seguindo esta ênfase eclesiológica sob cunho escriturístico vemos que Ekklesia, Igreja, é um termo composto que pode ser dividido em "Ek" (para fora de) e "Klesia", que vem de "Kaleo” (chamar). Etimologicamente pode, portanto, ser entendida como "chamada para fora de" o que a principio nos dá uma ideia mais real desta comunidade dos santos que entra em um templo mas precisa postar seus olhos além muros. Obviamente o termo também está ligado a "agrupamento de indivíduos" e de certa forma a "instituição" porém, em todo o N.T. adquire o conceito de "comunidade dos santos" e fora MT. 16:18 e 18:17 está ausente dos evangelhos aparecendo, porém, 23 vezes em Atos e mais de 100 vezes em todo o Novo Testamento. Gostaria que déssemos atenção neste momento a alguns conceitos neotestamentários e reformados para esta comunidade dos filhos de Deus que foram demoradamente estudados pelos reformadores e impulsionam a Igreja hoje para uma obra missionária baseada na Sola Scriptura e para a glória de Deus.

1. Igreja de Deus
Comumente encontramos no N.T. a expressão "Igreja de Deus” ("Ekklesia tou Theou") o que evidencia que esta Igreja veio de Deus e pertence a Deus. É uma comunidade que possui Deus como fonte; é eterna, espiritual e universal. Não provém de elucidação humana ou de uma obsessão nutrida por um grupo de loucos há 20 séculos, antes foi articulada por Deus, formada por Deus, é pertencente a Deus e permanece ligada a Deus. Independente das deturpações da fé, das ramificações que se liberalizaram, dos que se perderam pelo caminho, a Igreja permanece, pois é posse de Deus.

Desta forma a “Ekklesia tou Theou” necessita caminhar de acordo com o palpitar do coração de Deus, a quem pertence, traduzindo para sua vida os desejos profundos deste coração. É baseados nesta verdade que necessitamos renovar nosso compromisso com a eclesiologia bíblica – um grupo de santos chamado por Deus para a inusitada tarefa de transtornarem o mundo com o evangelho de Cristo.

2. Igreja local
Também no N.T. encontramos o conceito de "igreja local". Em 1o Co 1:12 vemos, por exemplo, a expressão "Igreja de Deus que está em Corinto", onde "que está" (“te ouse”) indica a localidade da igreja. Mostra-nos que os santos de Corinto pertencem à Igreja, e não que a Igreja pertence à Corinto, o que deve ficar bem claro. Nos últimos 2.000 anos a Igreja adquiriu uma forte tendência de se "localizar" condicionando-se tão fortemente a uma cidade ou bairro a ponto de alguns chegarem a defender uma "demarcação" geográfica da responsabilidade da Igreja impedindo trabalhos fora da sua "jurisdição".

Num conceito neotestamentário "Igreja" é uma comunidade sem fronteiras e, portanto, creio que há necessidade de sacramentalizarmos mais os santos e menos os templos. Missões não é um programa eclesiástico, é a respiração da Igreja. Lembro que na tribo Konkomba no oeste africano há uma expressão que diz: “respiração é vida – não é preciso pensar para respirar; não é preciso pensar para viver”.

3. Igreja humana
Também dentro do conceito de "Igreja" nos deparamos no N.T. com um perfil bastante humano. Em 1 Ts 1.1 por exemplo vemos "igreja de Tessalônica" ("ekklesia Thesalonikeon") dando-nos a ideia daqueles que são Igreja também sendo Tessalônicos, cidadãos de Tessalônica.

Mostra-nos o fato de que por serem "Igreja" não significa que deixam de ser cidadãos, patriotas, carpinteiros, lavradores, comerciantes, desportistas, pais, mães ou filhos. "Igreja" no N.T. não é apresentada como uma comunidade alienante, mas como uma comunidade que abrange o homem em seu contexto humano fazendo-nos entender que esta Igreja não foi separada do mundo e sim purificada dentro dele. Mostra-nos também que na obra missionária não há super homens mas sim gente como a gente tendo o privilégio de espalhar o Evangelho de Cristo além fronteiras.

No livro de Atos, a humanidade passo a passo era chocada com a fé daqueles que "transtornavam o mundo", onde o viver é Cristo, o objetivo era ganhar almas, a alegria era a adoração, o que os unia era a verdadeira comunhão, o amor era traduzido em ações, os fortes guiavam os fracos, as dificuldades eram enfrentadas com oração, a paz enchia os corações e todos, mesmo sem muita estrutura humana, possuíam como finalidade de vida apenas testemunhar do seu Mestre. Era uma Igreja visionária formada por gente limitada como nós.

Entretanto, quando olhamos para esta Ekklesia do Senhor Jesus no contexto embrionário do Novo Testamento a pergunta que salta aos olhos é: qual deve ser a principal motivação dos santos para o envolvimento com a obra missionária mundial fazendo Cristo conhecido entre todos os povos da terra? Nesta expectativa olhamos para Paulo o qual, como missiólogo, expôs aos Romanos a nossa real motivação bíblica e reformada.

Para isto é preciso reler Romanos 16:25-27 quando o apóstolo, encerrando esta carta de grande profundidade missiológica, diz:

"Ora, àquele que é poderoso para
vos confirmar segundo o meu evangelho “
(fala de Deus)

"conforme a revelação do mistério "
(o mistério é o Messias prometido a todos os povos)

"e foi dado a conhecer por meio das Escrituras Proféticas"
(este é o meio de Revelação)

"segundo o mandamento do Deus eterno"
(este é o meio de Eleição)

"para a obediência por fé "
(este é o meio de Salvação)

"entre todas as nações "
(Isto é Missões – a extensão do plano salvífico de Deus)

Mas qual o motivo para este plano divino que visa a redenção de todos os povos? Ele responde no verso 27: "Ao Deus único e sábio seja dada glória ...”

É a glória de Deus. Este é o maior e mais importante motivo para nos envolvermos com o propósito de fazer Jesus conhecido até a última fronteira do país mais distante, ou da criança caída na esquina da nossa rua.

Martinho Lutero, em um sermão expositivo em 1513 baseado no Salmo 91 afirmou que “a glória de Deus precede a glória da Igreja”. É momento de renovar nosso compromisso com as Escrituras, reconhecer que existimos como Igreja pela graça de Deus, orar ardentemente por fidelidade de vidas e entender que o próprio Jesus está construindo a Sua Igreja na terra. E quando colocarmos as mãos no arado, sem olhar para trás, nos lembremos: a razão da nossa existência é a glória do Deus. Pois Deus é maior do que nós.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

30 dias de oração pela Coreia do Norte

A oração de um justo é poderosa e eficaz. Tiago 5.16

Um dos principais objetivos da Portas Abertas Brasil é aproximar os irmãos da Igreja brasileira dos cristãos perseguidos. Para isso, temos o prazer de disponibilizar materiais que tratem do tema da perseguição de modo amplo ou resumido, que, além de informar sempre, trarão desafios a você, seja doar, visitar, escrever cartas, ou o maior deles: orar pelos irmãos perseguidos.

A Coreia do Norte ainda é o lugar mais difícil do mundo para um cristão praticar sua fé. Qualquer atividade religiosa é vista como uma forma de revolta contra os princípios socialistas do governo e contra o culto à personalidade do líder. Apesar das dificuldades enfrentadas, a Igreja continua perseverando neste país.

A Coreia do Norte está há 11 anos em primeiro lugar na lista de Classificação de países por perseguição da Portas Abertas, um recorde desde que a classificação foi criada, em 1994. Nenhum país ficou por tanto tempo ocupando a posição de maior destaque, sendo aquele onde ser cristão custa um alto preço. Considerado hoje o país mais fechado do mundo por suas políticas de isolamento, a Coreia do Norte é um mundo à parte de tudo aquilo que conhecemos, o que gera uma grande dificuldade quando nos propomos a falar de um regime tão restrito e, principalmente, da perseguição à igreja existente ali.

Dia 15 de abril de 2012, centenário do nascimento de Kim Il-sung, será o dia internacional de oração pela Coreia do Norte. Pessoas de todo o mundo se unirão em oração pelo país, por seu povo e por seus governantes. No mesmo dia, terá início a campanha de 30 dias de oração pela Coreia do Norte.

A Portas Abertas preparou um livreto de oração para quem quiser participar ativamente da campanha dos 30 dias de oração pela Coreia do Norte. Nele, você terá a oportunidade de conhecer mais sobre a história da Coreia do Norte – fundação, política, cultura – e principalmente sobre a Igreja e suas dificuldades. Faça o download e compartilhe com seus amigos e igreja!

http://www.portasabertas.org.br/orepelacoreiadonorte/

Quantidade de jovens e adultos abandonando o cristianismo bate recorde!


Sociólogos estão vendo acontecer entre os jovens adultos dos EUA uma grande mudança: o abandono do cristianismo. Uma resposta honesta requer um exame deste “êxodo” e alguns questionamentos sobre os motivos desta mudança.

Estudos recentes trouxeram à luz esta questão. Entre os resultados divulgados pela American Religious Identification Survey [Pesquisa de Identificação da Religião nos EUA] em 2009, um aspecto merece destaque. A porcentagem de americanos que afirmam ser “sem religião” quase duplicou em duas décadas, De 8,1%, em 1990, chegaram a 15% em 2008. Essa tendência não está limitada a uma região. Os “sem religião”, cuja resposta à pergunta sobre afiliação religiosa foi “nenhuma”, foi o único grupo que cresceu em todos os estados americanos, incluindo o conservador “cinturão bíblico” no sul. Os “sem religião” são mais numerosos entre os jovens: 22% dos entrevistados entre 18 a 29 anos alegou não ter religião, em contraste com os 11% de 1990. O estudo também descobriu que 73% deles cresceram em famílias religiosas, sendo que 66% foram descritos pelo estudo como “desconvertidos”.

Outros resultados da pesquisa foram ainda mais desanimadores. Em maio de 2009, durante o Fórum Pew sobre Religião e Vida Pública, os cientistas políticos Robert Putnam e David Campbell apresentaram uma pesquisa feita para seu livro American grace, lançado recentemente. Eles relatam que “os jovens americanos estão abandonando a religião em um ritmo alarmante, de cinco a seis vezes a taxa histórica (hoje, 30-40% não têm religião, contra 5-10% da geração passada)”.

Houve uma queda correspondente na participação em igrejas. Segundo o centro de pesquisas Rainer, aproximadamente 70% dos americanos deixam de se envolver com a igreja entre os 18 e 22 anos. O Grupo Barna estima que 80% daqueles que foram criados na igreja serão “desligados” ao completar 29 anos. David Kinnaman, presidente do Grupo Barna, descreve essa realidade em termos alarmantes: “Imagine uma foto do grupo de jovens que são membros de sua igreja (ou fazem parte da comunidade de crentes) em um ano qualquer. Pegue um pincel atômico grande e risque três de cada quatro rostos. Este é o número provável de desligamento espiritual durante as próximas duas décadas “.

Em seu livro un Christian [não Cristão], Kinnaman baseou suas descobertas em milhares de entrevistas que fez com jovens adultos. Entre suas muitas conclusões está a seguinte: “A ampla maioria das pessoas de fora [da fé cristã] neste país, particularmente entre as gerações mais jovens, na verdade são indivíduos sem igreja”. Ele relata que 65% dos jovens entrevistados dizem ter assumido um compromisso com Jesus Cristo em algum momento. Em outras palavras, a maioria dos que hoje são incrédulos são antigos amigos e adoradores de Jesus, foram crianças que uma dia o aceitaram.

Para esclarecer o discurso de Kinnaman, o problema hoje não são os “não cristãos”, mas os muitos ex-cristãos. Ou seja, não se trata de um “povo não alcançado.” Eles são nossos irmãos, irmãs, filhos, filhas e amigos. Eles já estiveram vivendo entre nós na igreja.

Em seu recente livro Christians Are Hate-Filled Hypocrites … and Other Lies You’ve Been Told, [Cristãos são hipócritas cheios de ódio... e outras mentiras que lhe contaram], o sociólogo Bradley Wright diz que essa tendência de os jovens abandonarem a fé em números recordes é “um dos mitos” do cristianismo contemporâneo. Wright vai na contramão, dizendo que cada geração é vista com desconfiança pelos mais velhos. Embora reconheça que “não podemos saber ao certo o que vai acontecer”, Wright acredita que a melhor aposta é que a história vai se repetir: “…os jovens geralmente abandonam a religião organizada quando saem de casa e se desligam da família, mas voltam quando começam a formar suas próprias famílias”.

Então, jovens de 20 a 30 e poucos anos estão abandonando a fé, mas por quê? Quando pergunto às pessoas da igreja, recebo alguma variação desta resposta: compromisso moral. Uma adolescente vai para a faculdade e começa a frequentar festas. Um jovem decide morar com sua namorada. Logo, os conflitos entre a fé e o comportamento tornam-se insuportáveis. Cansados de ter a consciência pesada e não querendo abandonar um estilo de vida pecaminoso, optam por abandonar seu compromisso cristão. Podem citar ceticismo intelectual ou decepções com a igreja, mas isso é mais uma espécie de cortina de fumaça para a esconder a verdadeira razão. “Eles mudam de credo para coincidir com suas obras”, diriam os meus pais.

Existe alguma verdade nisso, mais do que a maioria dos jovens que seguiram esse caminho gostaria de admitir. A vida cristã fica mais difícil ao enfrentar muitas tentações. Durante o ano passado, fiz entrevistas com dezenas de ex-cristãos. Apenas dois foram honestos o suficiente para citar questões morais como a principal razão do abandono da fé. Muitos experimentaram crises intelectuais que pareciam, convenientemente, coincidir com um estilo de vida fora dos limites da moralidade cristã.

O que os afastou na maioria das vezes? Os motivos de cada um são particulares, mas percebi nas entrevistas que a maioria foi exposta a uma forma superficial de cristianismo que acabou “vacinado-os” contra uma fé autêntica. Quando o sociólogo Christian Smith e sua equipe examinaram a vida espiritual dos adolescentes americanos, encontraram a maioria deles praticando uma religião que seria melhor descrita como “deísmo moralista terapêutico”. Colocam assim Deus como um Criador distante, que abençoa as pessoas “boas, legais e justas”. Seu objetivo principal é ajudar os crentes a “serem felizes e sentirem-se bem”.

A resposta cristã

As razões para o abandono são complexas. Uma parte significativa tem a ver com a nova cultura que vivemos, e há muito a ser pensado sobre isso. Mas os membros das igreja ainda tem controle sobre pelo menos uma parte do problema: o tipo de resposta dada.

Enquanto ficam perplexos, e com razão, ou mesmo arrasados, quando veem entes queridos se afastarem, não deveriam deixar que a tristeza tome conta deles. Conversei com um pai que estava deprimido ao ver seu filho adulto abandonar a fé. Ele disse que seu filho estava metido “em coisas satânicas”. Depois de uma pequena sondagem, descobri que o filho na verdade era um politeísta. Ele amava Jesus, mas via-o como uma figura em um panteão de seres espirituais. Ou seja, algo muito distante da avaliação de seu pai.

Ao falar com quem abandonou a fé, geralmente os cristãos tem uma dessas duas reações opostas e igualmente prejudiciais: partem para a ofensiva, dando um sermão cheio de julgamento ou ficam na defensiva, não se envolvendo no problema.

Observei durante as entrevistas outro padrão inquietante. Quase todos com quem falei lembraram que, antes de abandonar a fé, eram interrompidos quando expressavam suas dúvidas. Alguns foram ridicularizados na frente de colegas por causa de suas “perguntas insolentes”. Outros dizem ter recebido respostas banais às suas perguntas e foram repreendidos por não aceitá-las. Um deles recebeu literalmente um tapa na cara.

Em 2008, durante a reunião da Associação Americana de Sociologia, estudiosos das Universidades de Connecticut e do Oregon relataram que “a contribuição mais comum para a desconversão dos entrevistados foi os cristãos aumentarem as dúvidas já existentes”. Os “desconvertidos” afirmam ter “compartilhado suas dúvidas crescentes com amigo ou membro da família cristãos, apenas para ouvir respostas banais e inúteis”.

Fonte: Pavablog / Gospel+
Via: Gospel Prime

Viagem Missionária aos EUA


Pedidos de Oração:
1- Para que Deus de estratégias, para que todos consigam  levantar o dinheiro da viagem;
2- Para que Deus dê sabedoria para os lideres que estão à frente dos projetos;
3- Pela família do Pr. Tony e da  Prª Marta, que serão os nossos anfitriões naquele país;
4- Pelos nossos familiares;
5- Pela saúde da equipe;
6- Para que Deus resolva todas às dificuldades que possam vir a surgir, na entrada dos vistos;
7- Pela vida espiritual da equipe;
8- Pelo povo Americano e Espano, que Deus prepare o coração de todos que vamos  evangelizar.
9- Pela união da equipe que caminhemos unidos, sabendo focar o objetivo de sermos família em Cristo e Servos do Reino de Deus;
10- Para que Deus nos capacite, e que possamos esta fazendo tudo segundo a Sua vontade.

Atividades Principais:
§Apoio a liderança da Igreja na implantação de uma nova Igreja.
§Capacitação Teológica.
§Mensagens e Testemunhos.
§Estudo para Mulheres.
§Conferencia Missionária.
§EBF – Escola Bíblica de férias.
§Capacitação para professores da EBD e professores de crianças.
§Consolidação das famílias na Igreja.
§Peças Teatrais.
§Louvor e oficinas com instrumentos de musicais.
§Discipulado.
§Práticas evangélicas adequadas á realidade do local, alcançando crianças, jovens e adultos.
§Palestras sobre saúde da família, da Igreja e da Comunidade.
§Futebol com Cristo com o propósitos de ensinar a Palavra de Deus aos adolescentes e jovens através de um esporte.
§Apoio a outras Igrejas com Liderança Brasileira.
Obrigada a todos!!
Miss. Morgana Mendonça.

terça-feira, 10 de abril de 2012

7˚ Congresso Nacional do CONPLEI




Conselho Nacional de Pastores e Lideres Evangélicos Indígenas

7ª CONGRESSO NACIONAL DO CONPLEI

“Celebrando os 100 anos da Evangelização Indígena do Brasil”

Queridos amigos e irmãos.Paz de Cristo.

É um prazer compartilhar com vocês o que está acontecendo entre os povos Indígenas de nosso país, no Ministério Indígena e durante esse ano. Por meio desta queremos informá-los que do dia 18 a 22 de Julho na Sede do AMI em Chapada dos Guimarães – MT, o CONPLEI (Conselho Nacional de Pastores e Lideres Evangélicos Indígenas), estará promovendo o seu 7ª Congresso Nacional e na oportunidade estaremos celebrando os 100 anos da Evangelização Indígena em nosso pais.
O CONGRESSO NACIONAIL do CONPLEI, é um dos eventos mais marcantes na historia de evangelização dos povos Indígenas de nosso pais. É uma estratégia de Deus para unir as etnias de nosso pais. Neste congresso se reúnem irmãos de várias tribos/etnias, povos, línguas e nações do Brasil e de outros países para juntos testemunhar, se relacionar, aprender, orar e louvar a Deus. É um tempo de encorajamento onde os irmãos Indígenas e não-Indígenas se encontram para compartilhar suas lutas e vitórias, e receberem um novo ânimo para continuar no desafio de levar o Evangelho a todos os povos. É um tempo de capacitação e preparo espiritual, onde são planejados novas metas e alvos para o futuro da Igreja Indígena. As três ondas missionárias (Estrangeira, Nacional e Indígena) se encontram para orarem, buscarem em Deus orientações e direcionamento necessário de trabalharmos juntos como parceiros e em comunhão para que num futuro próximo os povos Indígenas do Brasil possam também conhecer a Graça do Criador. Também são momentos de muita festa cultural, cada povo vestindo suas roupas típicas com suas pinturas, cantando suas músicas na língua materna, dançando suas danças, trazendo seus artesanatos, em fim, expressando tudo que há de melhor na sua cultura mostrando assim que o evangelho não destruiu a sua cultura, mas a enriqueceu e a completou. Desta maneira os indígenas são encorajados em preservar sua identidade e ao mesmo tempo ser um filho do Criador do Universo. Os indígenas não cristãos que participam destas conferencias logo se sente também tocados pelo poder miraculoso de Deus. 
Cada pessoa não indígena que participar de um desses congressos está cooperando diretamente para que um índio possa participar desse evento, alem disso, você também coopera de outras formas, através de ofertas diretas para o projeto ajudando na alimentação, divulgação, transporte e etc. E ainda se você dispõe de tempo e tem uma rede de contato pode ajudar na divulgação, e se não puder fazer nada disso ore... Mas não fique de fora queremos que você faça parte deste evento histórico conosco se envolvendo diretamente conosco de alguma maneira, para juntos celebrarmos os 100 anos de Evangelização Indígena.
Segue anexo, um cartaz do 7ª Congresso Nacional do Conplei e um outro Cartaz da Mobilização Financeira confeccionada exclusivamente para este fim e uma lista de necessidades, e Informações para a realização deste evento histórico.
Sabemos que eventos deste porte não são possíveis sem o direcionamento do Espírito Santo e o apoio do corpo de Cristo. Por isso estamos pedindo a sua ajuda, pois esta é uma grande oportunidades de trabalharmos juntos para o crescimento do reino de Deus nas tribos Indígenas do Brasil, tribos vizinhas e de outros países.

Em suma gostaríamos de solicitar as vossas orações ao nosso favor, invocando a Deus sobre a vontade dEle para esse CONGRESSO.
E convidá-lo a se envolver nessa maravilhosa estratégia de expansão do reino de Deus entre as Tribos de nosso pais.

Com gratidão no coração,

Pr. Henrique Dias 
(Presidente do CONPLEI)

Pr. Paulo Nunes e Prof. Daniel Snyder
(Coordenadores do CONPLEI 2012)

Nossas Necessidades: 
- R$ 158.000,00 para ALIMENTAR 5 mil pessoas durante 5 dias;
- R$ 70.000,00 para aluguel de TENDAS e Equipamentos de SOM para a Conferencia.

Ofertas e Contribuições enviar para:
Banco Bradesco: Agência 598-3; C. Corrente 12887-2; - SAIM (South American Indian Mission)

Informações e contatos: (65) 3301-2018 / 8116-3169 / 8103-9110

terça-feira, 20 de março de 2012

Jogo Limpo Brasil


Sua igreja está interessada nas grandes oportunidades de evangelização que virão com a Copa 2014? Então junte-se ao movimento Joga Limpo. A cooperação de toda a Igreja Brasileira produzirá um tremendo impacto em nossa nação que alcançará grande parte do mundo também.


A AMME evangelizar, uma das organizações integrantes do comitê gestor convida você para o lançamento do movimento Joga Limpo Brasil. Veja o convite abaixo. Para mais informações veja [e:infor+]

sábado, 17 de março de 2012

Vá, Pregue e Morra!

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Ir, pregar e morrer! Não derramar água em lugares molhados, não fazer o que todos estão fazendo! Muitos homens de Deus surgiram, tiveram uma voz e deixará um legado. Mas vamos onde eles não foram e mesmo que ninguém saiba onde estamos ou como nos chamamos, seja Deus no céu e o inferno aquele que conhecerá a nossa história! Jovens! Preguem e morram!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Três falsos evangelhos - Enfrentando o desvio

Como Satanás está arrastando milhares de adolescentes e jovens para fora da Igreja e para longe da fé? Porque a Igreja não está sendo capaz de perceber e conter essa evasão? Onde toda essa maldade e destruição estão se apoiando? Um olhar cuidadoso para o cenário faz perceber que a estratégia usada pelo inimigo tem sido um ‘cavalo de troia’, belo por fora e cheio de destruição por dentro: a religião do ‘bem estar’.

Apoiado em uma interpretação flexível da própria Bíblia, o inimigo vem minando a fé bíblica da igreja evangélica e substituindo por essa nova religião, ainda difícil de distinguir para muitos, mas definitivamente oposta ao que Jesus ensinou. Há três correntes principais desse neo-paganismo, três falsos evangelhos que a grande maioria dos crentes está seguindo para longe de Cristo. Tais evangelhos não tem poder para salvar, não oferecem os elementos para a perseverança na fé. Adolescentes e jovens aprendem tais heresias de seus pais e essa é uma razão central de seu desvio.

Primeiro, enumeremos esses três ataques malígnos:

O evangelho do bem estar material – ou a teologia da prosperidade, movimento religioso surgido nas primeiras décadas do século XX nos Estados Unidos da América. Sua doutrina afirma, a partir da interpretação de alguns textos bíblicos como Gênesis 17.7, Marcos 11.23-24 e Lucas 11.9-10, que quem é verdadeiramente fiél a Deus deve desfrutar de uma excelente situação na área financeira, na saúde, etc. Não mais capaz de seduzir a população norte-americana que emergiu das crises econômicas no pós-guerra, esse falso evangelho foi despejado na América Latina por tele-evangelistas, rapidamente absorvido aqui pelo nascente movimento neo-pentecostal e é hoje refugo lançado covardemente contra a África por uma equivocada ação missionária.

O evangelho do bem estar psicológico – movimento que visa a descoberta e o tratamento de problemas emocionais, como medo, complexos, baixa auto-estima, no intuito de que as pessoas sejam tratadas no espírito, na alma e no corpo, com ênfase na cura da alma. O movimento, também originado nos Estados Unidos, resultou do esforço de manter a Igreja atraente para uma sociedade cada vez mais materialista e egocêntrica e têm raízes, tanto no evangelicalismo histórico, como no movimento carismático. Entre os evangélicos históricos surgiu no condicionamento do aconselhamento cristão pela psicologia e psicanálise, entre os pentecostais, dos esforços de cura interior. Ambas as correntes proliferaram a partir dos anos 80 com a enxurrada de livros evangélicos de auto-ajuda e hoje são um mal perfeitamente institucionalizado.

O evangelho do bem estar social – é um movimento essencialmente político que utiliza elementos do Cristianismo como alegoria para facilitar a disseminação de idéias de diferentes pensadores socialistas. Seus defensores a apresentam como, por exemplo, “uma interpretação da fé cristã através do sofrimento dos pobres, sua luta e esperança, e uma crítica da sociedade e do cristianismo através dos olhos dos pobres”. O movimento surgiu no seio do catolicismo Latino Americano, na esteira da influência marxista, foi fortemente combatido e diminuido pela Igreja Romana, proliferou entre ditos evangélicos em alguns países da América Hispânica e influenciou o evangelicalismo brasileiro com mais força a partir dos anos 80.

Diagnose do insólito
As causas dessa monstruosidade espiritual

Embora pareçam propostas diferentes, as três correntes religiosas são extremos próximos, identificados por três ensinos heréticos centrais: a) Antropocêntrismo – O cristianismo defende a centralidade de Deus e apresenta o ser humano como inútil e sem valor, as três teologias malígnas retomam o ser humano como centro de tudo e fazem Deus gravitar ao redor de suas necessidades, desejos e ações; b) Temporalidade – O cristianismo aponta para a vida na terra como uma passagem de provação para um mundo novo e eterno, as três teologias corrosivas se concentram no que pode ser obtido imediatamente, fixando a quem pode seduzir no que é presente, temporal e passageiro; c) Materialismo – O cristianismo aponta para as coisas espirituais, invisíveis, as três correntes teológicas cativam seu público ao que é material e carnalmente desfrutável, são evangelhos da sensualidade.

Os falsos evangelhos da prosperidade, terapêutico ou da libertação se contrapõe ao verdadeiro Evangelho do Reino, que anuncia o governo soberano de Deus em Cristo sobre a vontade humana e leva ‘cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo’ 2Co 10:5. Tais evangelhos são produzidos pelos inimigos da cruz, seu deus é o ventre (Fp 3:19).

A endo-apologia combaterá com dificuldade esses ataques malígnos. Os falsos evangelhos se mimetizam com capricho, usando o vocabulário dos evangélicos, suas expressões e a própria Bíblia para surpreender e destruir a fé bíblica. Esses falsos evangelhos promovem uma interpretação flexível das Escrituras, baseada principalmente na dedução e em um criticismo pretensamente acadêmico e energicamente desconstrutor. No discurso, usam e abusam do palavrório apaixonado, como se estivessem militando por uma grande causa e, quando não funciona, abundam na irreverência, no sarcasmo, na ironia e na zombaria. Todas os três praticam também uma contra-apologia preventiva, acusando de reacionários, desumanos, anti-cristãos e fundamentalistas aqueles que se atrevem a ir contra suas ambições egocêntricas, temporais e materialistas. Dessa forma surpreendem, sequestram e escravizam uma igreja que deixou as Escrituras de lado para abraçar o sensacionalismo.

Mas o aspecto mais venenoso de tais falsos evangelhos, é que são virais, não estão baseados nas teologias alucinadas que os geraram, mas nas características de seus hospedeiros. Quando o apóstolo Paulo nos preveniu disso, disse: “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas…” 2Tm 3:1ss. Não é a teologia maligna, principalmente, que faz essa maldade prosperar, mas a natureza egoísta que impede os seres humanos de clamarem pelo verdadeiro Evangelho do Reino: Seja feita a Tua vontade, ó Deus. Egoístas, egocêntricos, esses são os hospedeiros de evangelhos oportunistas, que contagiam os mais jovens e causam seu desvio.

Pastor e Presidente da AMMEEVANGELIZAR - José Bernardo.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Apologética para questões difíceis da vida!


PACIFICADORES 2013

As inscrições para a Escola de Liderança para Adolescentes e Jovens da AMME Evangelizar e Ministério Salva Vidas já estão abertas. Nessa 8a edição, Pacificadores dará ênfase à vocação missional dos adolescentes e jovens. A previsão é de que as 20 vagas para adultos líderes e 160 vagas para adolescentes e jovens se esgotem rapidamente. Veja no site www.pacificadores.org